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RECADO DADO, RUA ATENTA,PODER EM MOVIMENTO…

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 Por Alberto de Avellar – Em Simões Filho, quando as redes sociais começam a falar mais alto do que as notas oficiais e o Mercado Municipal vira p

BOTA FOGO NO PARQUINHO NOS BASTIDORES DA POLITICA SIMÕESFILHENSE!!!
Governo mantém críticas após 4ª versão do PL Antifacção de Derrite
ANDO DEVAGAR PORQUE JÁ TIVE PRESA DE CHEGAR!!!


 


Por Alberto de Avellar – Em Simões Filho, quando as redes sociais começam a falar mais alto do que as notas oficiais e o Mercado Municipal vira plenário, é sinal de que o jogo mudou. E mudou de verdade. Não se tratou apenas de uma visita institucional ao governador Jerônimo Rodrigues. Foi um gesto político. Um divisor de águas. Um recado dado sem precisar levantar a voz.

A semana começou com postagens que, embora não citem nomes, expõem com clareza o que o povo quer dizer — e há tempos não encontrava espaço para falar.

“Em Simões Filho, silêncio nunca foi sinônimo de inocência — é apenas arquivo em modo de espera.”

Marileide França, a primeira-dama, popularmente conhecida como Fiinha, filha de Dona Marivalda, mulher negra, pobre, oriunda da favela e dos guetos da vida, conhecedora como ninguém do sofrimento imposto pelas filas dos serviços de caráter essencial — quase sempre ineficientes — agora ocupa um lugar simbólico e político que lhe impõe responsabilidade histórica.

Fiinha conhece a dor da cidade. E agora que seu marido, Del do Cristo Rei, chegou à cadeira máxima do Poder Executivo, ela pode — e deve — fazer a diferença como a verdadeira Voz de Simões Filho.

Em seus stories no Instagram, publicou a frase que caiu como luva no cenário local:

“Tem muita gente com a reputação intacta pelo silêncio de alguém que ele tentou destruir.”

E cravou, sem anestesia:

“A reputação perfeita de muita gente só existe porque alguém decidiu não expor a verdade.”

As palavras, atribuídas ao pastor Rafael Neves, traduziram o sentimento que já corria solto nos bastidores. As redes sociais passaram a emitir sinais claros do afastamento entre o prefeito Del e o ex-prefeito — aquele que muitos já tratam como o inominável, mais apaixonado por dinheiro e poder do que pelo destino da cidade, como bem resumiu o vereador Genivaldo Lima, o Geninho.

Mas política de verdade não se mede apenas em curtidas e compartilhamentos.

O termômetro real está na rua.

E, no último sábado, no Mercado Municipal — velho parlamento popular sem microfone, mas com memória afiada — Dona Edna, mãe do ex-prefeito Dinha e frequentadora assídua do local, disparou a frase que ecoou pelos corredores:

“Traidor traiu o meu filho.”

Uns concordaram. Outros torceram o nariz. Mas ninguém fingiu que não ouviu.

Ao redor, outras vozes se levantaram em tom diferente:

— “Del está certo.”

— “A cidade não pode continuar refém de um falso profeta.”

— “Simões Filho não é propriedade privada.”

O povo, quando fala, não pede licença — e raramente erra o alvo.

A aproximação de Del com o governador Jerônimo Rodrigues simboliza mais do que um alinhamento institucional. Representa o abandono da velha retórica do isolamento, aquela conversa cansada de que o Estado não ajuda Simões Filho.

Ajuda, sim.

Mas ajuda quem governa com maturidade, diálogo e responsabilidade.

O Gigante do Cristo Rei, como gostam de chamar o prefeito, decidiu deixar a política pequena no palanque e colocar o interesse coletivo na mesa. Simões Filho não é — e nunca será — uma ilha. Município que rompe pontes com o Estado escolhe o atraso como destino.

O Estado tem obrigação com o município.

E o município só avança quando reconhece isso e caminha junto, garantindo políticas públicas para quem mais precisa.

O resto é discurso vazio, maquiagem política e saudade do tempo em que poucos mandavam e muitos obedeciam.

O recado foi dado.

As redes sinalizaram.

As ruas confirmaram.

O poder se moveu.

E, como ensina a Rádio Peão — sempre atenta, sempre indiscreta — quando o silêncio começa a incomodar antigos donos do jogo, é porque alguém resolveu, finalmente, governar de verdade.





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