O presidente Lula da Silva (PT) foi pego de surpresa com a decisão do ministro Ricardo Lewandowski de deixar o governo antes do prazo que vinha sen
O presidente Lula da Silva (PT) foi pego de surpresa com a decisão do ministro Ricardo Lewandowski de deixar o governo antes do prazo que vinha sendo tratado nos bastidores. A carta de demissão foi entregue na quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, frustrando a expectativa do Planalto de uma transição mais longa e controlada.
Lewandowski já havia sinalizado que deixaria o cargo, mas Lula acreditava que o ministro permaneceria ao menos até o dia 30 de janeiro. A antecipação da saída foi interpretada como um gesto de pressa excessiva e causou desconforto direto ao presidente, que não escondeu a irritação com a forma e o timing da decisão.
Incômodo no Planalto
No entorno de Lula, a avaliação é de que a saída abrupta dificultou ajustes administrativos e políticos que estavam em curso. A leitura interna é de que o presidente esperava lealdade institucional até o fim do período combinado, especialmente em um momento de reorganização da equipe ministerial.
A atitude de Lewandowski reforçou a percepção de instabilidade em setores estratégicos do governo, além de alimentar críticas sobre a falta de coordenação política dentro do Palácio do Planalto.
Atritos internos ganham força
Nos bastidores, cresce a avaliação de que a principal razão para a antecipação da saída foi o agravamento da relação entre Lewandowski e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. A convivência entre os dois já era considerada difícil, com disputas por espaço, influência e controle de decisões.
A tensão teria se tornado insustentável nas últimas semanas, levando Lewandowski a optar por uma saída imediata, sem aguardar o prazo inicialmente previsto.
Sinal de desgaste político
Para aliados do presidente, o episódio vai além de uma simples troca ministerial. A saída antecipada expõe fissuras internas, dificuldades de articulação e disputas de poder que seguem marcando o terceiro mandato de Lula.
O caso também reacende o debate sobre a condução política do governo Lula e a capacidade do Planalto de manter coesão entre ministros de peso, especialmente aqueles com histórico e protagonismo próprios.


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