HomeBahia

Vacilos de três senadores do PL ajudaram governo Lula a barrar redução da maioridade penal

my-portfolio

Um erro de votação do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), somado à ausência de outros dois integrantes da bancada, Magno Malta (PL-ES)

ÁUDIO: Prefeitura de Cairu assina termo com Estado para aderir ao SEI Bahia Municípios
TRE-BA determina nova recontagem de votos e muda composição da Câmara de Vereadores de Lauro de Freitas
Lauro de Freitas estuda novos radares na Estrada do Coco


Um erro de votação do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), somado à ausência de outros dois integrantes da bancada, Magno Malta (PL-ES) e Jorge Seif (PL-SC), contribuiu para a derrota da oposição na tentativa de incluir a redução da maioridade penal na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

A votação ocorreu na terça-feira (3) e terminou com 38 votos favoráveis à separação do tema da PEC e 36 contrários, além de uma abstenção. O resultado garantiu uma vitória ao governo do presidente Lula da Silva (PT), que defendia a tramitação da mudança em uma proposta independente.

Portinho acabou se abstendo após, segundo relatos, registrar o voto de maneira equivocada. Magno Malta não conseguiu participar porque estava em um voo, enquanto Jorge Seif também não registrou voto. Os registros oficiais do Senado confirmam a abstenção de Portinho e a ausência de manifestação dos outros dois parlamentares na votação.

Integrantes da oposição avaliaram que os três votos poderiam ter mudado o resultado. Caso tivessem votado contra a separação das propostas, o placar poderia ter sido revertido, impedindo que a discussão sobre a maioridade penal fosse retirada da PEC da Segurança.

Disputa sobre a redução da maioridade

A redução da maioridade penal é uma das principais bandeiras da direita no Congresso. A proposta apresentada pelo líder da oposição, Rogério Marinho, previa diminuir a idade de responsabilização penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

O governo também apresentou uma emenda, por meio do senador Camilo Santana, propondo a redução para 16 anos exclusivamente em casos de crimes hediondos. A iniciativa foi apresentada em meio à mudança de discurso de Lula, que durante a campanha presidencial declarou ser favorável à discussão sobre a redução da maioridade penal.

O relator da PEC, Rogério Carvalho, defendeu que as emendas fossem transformadas em propostas autônomas, sob o argumento de que o tema não fazia parte do texto original da reforma da segurança pública. A estratégia foi aprovada por margem apertada e impediu que as propostas fossem votadas naquele momento.

Com a decisão, a PEC da Segurança Pública foi aprovada pelo Senado sem a redução da maioridade penal e seguiu para promulgação. O tema continuará em discussão por meio de propostas separadas no Congresso Nacional.





Fonte: Clique aqui

COMMENTS

WORDPRESS: 0
DISQUS: