A chapa formada pelo presidente Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) estruturou seu programa de governo para as eleições
A chapa formada pelo presidente Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) estruturou seu programa de governo para as eleições de 2026 em 13 eixos temáticos. O documento, elaborado com participação dos partidos aliados, apresenta diretrizes para um eventual novo mandato e estabelece como pilares a soberania nacional, o fortalecimento da democracia, o desenvolvimento econômico sustentável e a redução das desigualdades.
O processo de elaboração do programa começou com uma etapa de participação social, na qual foram recebidas sugestões para diferentes áreas de políticas públicas. Segundo o PT, a construção do plano foi organizada justamente em 13 eixos.
A proposta também dá continuidade a temas defendidos pela atual gestão federal, como ampliação de políticas sociais, investimentos públicos, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), educação, inovação tecnológica e transição para uma economia de baixo carbono.
Democracia e modernização do Estado
O primeiro eixo trata da ampliação da participação social nas decisões públicas, além de mudanças no sistema político e eleitoral. O documento também defende medidas relacionadas à transparência, digitalização dos serviços públicos e regulamentação das redes sociais para enfrentar a desinformação.
Outro ponto envolve a gestão das emendas parlamentares e a busca por mecanismos de maior controle e transparência na aplicação dos recursos públicos.
Redução das desigualdades
O programa estabelece a redução das desigualdades sociais como uma das prioridades. Entre as propostas estão a manutenção de políticas de transferência de renda, a valorização real do salário mínimo e medidas de justiça tributária.
O texto também prevê políticas específicas para grupos considerados vulneráveis, incluindo mulheres, população negra, povos indígenas e quilombolas, pessoas com deficiência, idosos e crianças.
Segurança pública
Na área de segurança, a chapa propõe maior integração entre União, estados e municípios, com reforço da inteligência policial e das ações contra organizações criminosas.
O plano cita o combate ao tráfico de drogas e armas, às milícias e aos crimes financeiros. Também prevê a possibilidade de criação de um Ministério da Segurança Pública caso avance a proposta de emenda constitucional que trata da reorganização da área.
A estratégia se aproxima de medidas defendidas pelo governo federal em programas recentes de combate ao crime organizado, que também priorizam integração entre diferentes níveis de governo e inteligência.
Educação e saúde
Na educação, o programa prevê expansão de creches, ensino em tempo integral e ensino técnico, além de maior conectividade nas escolas. A proposta também inclui a continuidade do Pé-de-Meia, a expansão dos institutos federais e a valorização dos profissionais da educação.
Para a saúde, a prioridade é fortalecer o SUS, reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias e ampliar o atendimento especializado. O documento também prevê maior utilização de inteligência artificial na regulação do sistema e investimentos na produção nacional de medicamentos, vacinas e insumos.
Cultura, esporte e cidades
O programa inclui a ampliação do acesso à cultura e ao esporte, com descentralização de recursos e fortalecimento das políticas de financiamento cultural.
Na área urbana, as propostas abrangem habitação, saneamento, mobilidade, infraestrutura e adaptação das cidades aos efeitos das mudanças climáticas. O documento dá atenção especial às cidades médias e à construção de espaços urbanos considerados mais inclusivos e resilientes.
Economia, indústria e tecnologia
Um dos eixos centrais trata da construção de uma economia sustentável, produtiva e digital. A proposta combina crescimento econômico, inclusão social, responsabilidade fiscal e controle da inflação.
Também aparecem entre as prioridades investimentos em infraestrutura, indústria, inovação, inteligência artificial e soberania tecnológica. A transformação digital é apresentada como um dos instrumentos para aumentar a capacidade produtiva do país.
A elaboração do programa foi planejada em etapas, com coleta de sugestões da sociedade, análise das propostas e posterior avaliação pela chapa e pelos partidos aliados.
Agricultura e segurança alimentar
O documento propõe fortalecer políticas de combate à fome, agricultura familiar e alimentação escolar. Também prevê medidas para ampliar a produção de alimentos e modernizar a agropecuária.
Entre as propostas estão a recuperação de pastagens, o incentivo à produção nacional de fertilizantes e a expansão de práticas consideradas sustentáveis no campo.
Transição energética e meio ambiente
A transição energética ocupa dois dos eixos do programa. A chapa defende a ampliação das fontes renováveis, especialmente solar e eólica, ao mesmo tempo em que prevê investimentos em petróleo, gás e biocombustíveis.
O plano também cita hidrogênio verde, biometano e combustíveis sustentáveis como áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico.
Na agenda ambiental, a principal meta apresentada é alcançar desmatamento líquido zero até 2030. O programa prevê ainda recuperação florestal, proteção da biodiversidade e políticas de adaptação às mudanças climáticas.
Trabalho e direitos sociais
O programa mantém a defesa da valorização real do salário mínimo e prevê medidas para ampliar a proteção trabalhista e fortalecer a negociação coletiva.
Também estão entre as propostas a regulamentação do trabalho realizado por meio de aplicativos e plataformas digitais, ações de qualificação profissional, políticas para a Previdência Social e estímulos ao empreendedorismo e à economia solidária.
Soberania e política externa
O último eixo concentra propostas relacionadas à soberania nacional e à atuação internacional do Brasil. A chapa defende maior autonomia nas decisões políticas e econômicas e o fortalecimento da diplomacia brasileira.
O documento também prevê investimentos na indústria de defesa, inovação tecnológica e maior participação do país em organismos multilaterais e negociações internacionais.
A valorização da soberania, da democracia e da redução das desigualdades aparece desde a fase inicial de construção do programa, apresentada pelo partido como uma tentativa de reunir contribuições da sociedade para um eventual novo governo.
Os 13 eixos do programa
- Democracia, participação social e modernização do Estado
- Combate às desigualdades
- Segurança pública mais eficiente e integrada
- Educação
- Saúde com equidade, inovação e soberania
- Cultura e esporte
- Direito à cidade
- Economia sustentável, produtiva e digital
- Segurança alimentar e produção agrícola
- Segurança energética e transição para uma economia de baixo carbono
- Sustentabilidade ambiental e climática
- Valorização do trabalho
- Soberania nacional e protagonismo internacional
O programa apresentado para 2026 tem como característica central a combinação entre continuidade de políticas implementadas pelo governo atual e novas propostas para áreas como inteligência artificial, segurança pública, transição energética e adaptação climática. O conteúdo deverá servir como referência programática da chapa durante a disputa presidencial.


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