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Pesquisa aponta que idade de Lula não pesa para maioria dos brasileiros e reforça tendência global na política

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A idade dos líderes políticos tem perdido relevância entre os eleitores no Brasil e em diversas democracias ao redor do mundo. Levantamento da Inde

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A idade dos líderes políticos tem perdido relevância entre os eleitores no Brasil e em diversas democracias ao redor do mundo. Levantamento da Indexa Pesquisas mostra que 67,2% dos brasileiros avaliam que a idade do presidente Lula da Silva (PT) não atrapalha sua capacidade de governar o país, enquanto apenas uma parcela menor considera que o fator etário interfere de forma significativa no desempenho do chefe do Executivo. Lula completa 81 anos em outubro.

Os números surgem em um momento em que a questão da longevidade ganha espaço no debate político nacional, especialmente com a proximidade das eleições de 2026. Aos 80 anos, Lula se tornou o primeiro presidente octogenário da história do Palácio do Planalto e tem sido alvo de discussões sobre sua disposição para disputar um novo mandato.

Durante o feriado, a primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, divulgou vídeos mostrando a rotina de exercícios físicos do presidente na residência oficial. A iniciativa foi interpretada nos bastidores políticos como uma estratégia para reforçar a imagem de vitalidade e capacidade física do petista diante do eleitorado.

Segundo a pesquisa, 15,5% dos entrevistados afirmam que a idade de Lula atrapalha muito sua capacidade administrativa, enquanto 13,7% avaliam que atrapalha um pouco. Outros 3,8% não souberam ou preferiram não responder.

Para o CEO da Indexa Pesquisas, Arilton Freres, os dados indicam que a corrida presidencial de 2026 tende a ser influenciada principalmente por temas relacionados à economia, geração de renda e qualidade de vida da população, e não pela idade dos candidatos.

A realidade observada no Brasil acompanha uma tendência internacional. Nos últimos anos, líderes políticos têm permanecido ativos por mais tempo em razão do aumento da expectativa de vida e dos avanços da medicina preventiva, dos tratamentos especializados e das novas tecnologias voltadas à saúde.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump completa 80 anos na próxima semana, 14 de junho, e segue exercendo o cargo. Na Rússia, o presidente Vladimir Putin se aproxima dos 74 anos mantendo protagonismo político. Em diferentes países, parlamentares, governadores, prefeitos e chefes de Estado continuam em atividade após os 70, 80 e até 90 anos de idade.

Especialistas apontam que a evolução da medicina, o monitoramento constante da saúde, o acesso a tratamentos de alta complexidade e o uso crescente da inteligência artificial em diagnósticos, prevenção e acompanhamento médico têm contribuído para ampliar a capacidade funcional das pessoas por períodos cada vez maiores.

Esse cenário tem reduzido o peso da idade cronológica como critério isolado para avaliar lideranças políticas. Em diversas democracias, o debate passa a se concentrar mais em fatores como capacidade de gestão, resultados administrativos, experiência, propostas e condições efetivas de saúde do que propriamente no número de anos de vida dos candidatos.

Aliados de Lula avaliam que eventuais críticas relacionadas à idade deverão ser respondidas com a valorização de sua experiência política, da agenda pública intensa e da rotina de atividades físicas mantida pelo presidente. A expectativa é que o tema continue presente no debate eleitoral, mas sem ocupar posição central na decisão do eleitor.





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