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Lula se move para barrar saída de Lewandowski do Ministério da Justiça em 2026

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O presidente Lula da Silva (PT) intensificou articulações para evitar a saída do ministro Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e

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O presidente Lula da Silva (PT) intensificou articulações para evitar a saída do ministro Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública no início de 2026. Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que a permanência do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal é estratégica tanto para a estabilidade institucional quanto para a agenda do governo no Congresso.

Lewandowski tem sinalizado a interlocutores e ao próprio presidente que cogita deixar o cargo no período de desincompatibilização eleitoral, quando ministros que pretendem disputar eleições precisam se afastar das funções até abril. Diferentemente de outros integrantes do primeiro escalão, porém, o titular da Justiça não pretende concorrer a cargos eletivos, o que torna sua eventual saída uma decisão política e administrativa, e não legal.

Mesmo diante dessas indicações, Lula deixou claro a aliados que não pretende aceitar a saída do ministro. Não é a primeira vez que Lewandowski manifesta o desejo de deixar o cargo, mas, desta vez, o Planalto avalia que uma troca no comando da Justiça poderia gerar ruídos institucionais em um ano pré-eleitoral.

A leitura do presidente é que Lewandowski cumpre um papel central como elo entre o Executivo e o Judiciário. Como ministro aposentado do STF, ele é visto como uma ponte direta com a Suprema Corte e outros tribunais superiores, ajudando a reduzir tensões e a manter canais de diálogo abertos em temas sensíveis.

Além do peso institucional, a permanência de Lewandowski é considerada fundamental para destravar pautas prioritárias do governo na área de segurança pública. Sob sua gestão, o Planalto tenta avançar com a proposta de emenda à Constituição que insere o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição Federal, iniciativa que terminou 2025 sem avanço em comissão especial da Câmara.

Outra aposta é o projeto de lei antifacção, que endurece penas para crimes ligados ao crime organizado e cria estruturas integradas para o enfrentamento de facções. Para o núcleo político do governo, a saída de Lewandowski poderia enfraquecer essas agendas e abrir um flanco indesejado em um setor considerado sensível pela opinião pública.

Diante desse cenário, Lula trabalha para convencer o ministro a permanecer no cargo ao menos até o fim do mandato, evitando uma mudança que, na avaliação do Planalto, teria mais custos políticos do que benefícios.





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