A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal entrou em compasso de espera e pode ficar para depois das eleiçõ
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal entrou em compasso de espera e pode ficar para depois das eleições de outubro. O motivo, segundo aliados no Congresso, é o impasse político entre o presidente Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Falta de articulação
Nos bastidores, a avaliação é de que a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) só deve avançar após um encontro presencial entre Lula e Alcolumbre — reunião que, até agora, não saiu do papel.
Enquanto isso, o Palácio do Planalto evita formalizar a indicação para não correr o risco de sofrer uma derrota no Senado, cenário considerado possível diante da resistência crescente ao nome de Messias.
Disputa política por vaga no STF
A escolha de Lula desagradou Alcolumbre desde o início. O senador defendia a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aliado direto, para ocupar a vaga aberta na Corte.
A insatisfação evoluiu para uma crise política que envolveu também o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), acusado por Alcolumbre de atuar nos bastidores em favor de Messias.
O ambiente no Congresso também foi impactado pelo avanço das investigações relacionadas ao caso Banco Master, que aumentaram a pressão sobre o Senado e reforçaram o clima de cautela.
Como estratégia, Alcolumbre tem mantido a Casa em ritmo reduzido, com sessões semipresenciais e evitando pautas de grande impacto político, o que, na prática, contribui para postergar a análise da indicação ao STF.
Histórico de demora
O impasse atual pode fazer com que Messias supere o tempo de انتظار enfrentado por André Mendonça, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) e sabatinado apenas após mais de quatro meses de espera, também sob comando de Alcolumbre na CCJ.
No caso atual, já se passaram quase quatro meses desde a escolha de Messias, sem que o governo tenha sequer oficializado o envio da indicação ao Senado.
Nos bastidores, interlocutores do Planalto admitiram ao #Acesse Política que a prioridade do governo era resolver a indicação antes do calendário eleitoral. No entanto, sem acordo político, a tendência é de adiamento.


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