Crise em Simões Filho: União Brasil tem contas julgadas como não prestadas e mostra o mesmo descaso com o dinheiro público.POR ALBERTO DE AVELLAR
Crise em Simões Filho: União Brasil tem contas julgadas como não prestadas e mostra o mesmo descaso com o dinheiro público.
POR ALBERTO DE AVELLAR 18.07.2025.
A Justiça Eleitoral da 033ª Zona de Simões Filho julgou não prestadas as contas de campanha do partido União Brasil referentes às eleições municipais de 2024. A decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônico do TRE-BA em 18 de julho de 2025, revela não apenas a irregularidade partidária, mas também escancara a irresponsabilidade política de um grupo que atualmente comanda o município com quatro vereadores e o prefeito Devaldo Soares (Del), apontado como marionete do ex-prefeito Dinha.
Segundo a sentença proferida pelo juiz eleitoral Luciano Tenório de Albuquerque, o partido deixou de apresentar formalmente a prestação de contas dentro do prazo legal, mesmo após devidamente notificado. A Justiça constatou ainda que não houve recebimento de recursos públicos declarados, nem qualquer tentativa de regularização posterior. Como consequência, o partido perderá o direito de receber cotas do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, além de outras sanções previstas na legislação.
Essa conduta revela um padrão de descaso e negligência que não se restringe ao âmbito eleitoral. O mesmo descuido com as finanças partidárias se reflete na forma como o grupo político trata os recursos públicos do município, deixando Simões Filho mergulhada em abandono administrativo, obras paradas, saúde precária e falta de serviços essenciais.
O prefeito Del, colocado no cargo por Dinha, governa de forma submissa, sem qualquer iniciativa real para enfrentar a grave crise que assola a cidade. Enquanto isso, a população sofre com a falta de gestão, e os vereadores da base — também eleitos pelo União Brasil — se mantêm em silêncio conivente.
Em meio a esse cenário desolador, é importante destacar o trabalho firme e imparcial do novo juiz eleitoral Luciano Tenório, que vem aplicando a lei com rigor e sem conivência com o poder político local. Sua atuação reforça a importância das instituições de controle em um momento de profunda crise ética e administrativa.
A decisão judicial é clara: a omissão tem consequências. E, da mesma forma que o partido negligenciou sua obrigação de prestar contas à Justiça Eleitoral, também vem negligenciando sua responsabilidade com o povo de Simões Filho. O alerta está dado — e as urnas de 2026 cobrarão sua fatura.


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