A corrida eleitoral de 2026 deve ser fortemente influenciada por temas ligados à segurança pública e à corrupção. É o que aponta levantamento da Al
A corrida eleitoral de 2026 deve ser fortemente influenciada por temas ligados à segurança pública e à corrupção. É o que aponta levantamento da Alfa Inteligência, divulgado pela revista Exame, que coloca o avanço do crime organizado e a percepção de corrupção no topo das preocupações do eleitor brasileiro.
Segundo os dados, 63% dos entrevistados apontam o crime como principal angústia, seguido de corrupção no governo (62%) e custo de vida (61%), evidenciando um cenário de forte insatisfação com áreas sensíveis da gestão pública.
Segurança e corrupção dominam debate
Para o CEO da Alfa Inteligência, Emanoelton Borges, há uma convergência clara entre segurança, economia e corrupção como eixos centrais da disputa eleitoral.
Na prática, isso indica que o eleitor tende a votar mais influenciado por percepções de insegurança e desconfiança nas instituições do que por indicadores macroeconômicos tradicionais.
Economia estagnada amplia insatisfação
Apesar de não liderar isoladamente as preocupações, a economia segue como fator relevante. A pesquisa mostra que 52% dos brasileiros avaliam que sua situação financeira permaneceu igual nos últimos 12 meses, enquanto 29% afirmam que piorou.
A percepção de estagnação, somada ao aumento do custo de vida, reforça o ambiente de insatisfação e cria terreno fértil para discursos de mudança.
Guerra e petróleo pressionam cenário
O estudo também aponta que fatores externos, como a crise envolvendo o Irã, podem agravar ainda mais a percepção negativa da economia.
A alta do petróleo tende a impactar diretamente os preços, especialmente combustíveis, o que se reflete no custo geral de produtos e serviços.
Diferenças regionais e sociais
A pesquisa revela ainda que a preocupação com crime e corrupção varia conforme a região e o perfil do eleitor.
No Norte, os dois temas aparecem com maior intensidade, enquanto no Centro-Oeste a corrupção ganha mais destaque. Já entre eleitores mais velhos, cresce a preocupação com segurança pública.
Entre pessoas com menor escolaridade, inflação e corrupção têm peso ainda maior, evidenciando desigualdades na percepção dos problemas do país.
Endividamento reforça desejo de mudança
Outro dado relevante é o nível de endividamento. Cerca de 26% dos entrevistados admitem dívidas, número que pode ser ainda maior devido à subnotificação.
Segundo a análise, eleitores endividados tendem a buscar mudança política, o que pode influenciar diretamente o resultado das eleições.
Disputa deve ser guiada por rejeição
O levantamento também indica que o cenário eleitoral segue fortemente polarizado, com destaque para uma eventual disputa entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Na avaliação de Emanoelton Borges, a tendência é de uma campanha baseada mais em confronto do que em propostas.
A leitura final do estudo aponta que o eleitor brasileiro pode repetir um padrão já visto em eleições anteriores, escolhendo candidatos com base na rejeição ao adversário.


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