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Ciro reaparece como peça-chave no xadrez tucano e vira trunfo do PSDB para 2026

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O PSDB trabalha silenciosamente para reconstruir sua relevância nacional, e o neotucano Ciro Gomes (PSDB) passou a ocupar posição central nesse mov

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O PSDB trabalha silenciosamente para reconstruir sua relevância nacional, e o neotucano Ciro Gomes (PSDB) passou a ocupar posição central nesse movimento. Após deixar o PDT e retornar ao ninho tucano quase três décadas depois, o ex-ministro e ex-governador voltou ao tabuleiro político com força renovada, especialmente no Nordeste.

A possibilidade de que Ciro dispute a Presidência em 2026, cogitada nos bastidores após sua filiação, perdeu intensidade nas últimas semanas. A sigla avalia que o cenário nacional não favorece sua entrada na arena contra o presidente Lula da Silva (PT) e outros nomes de peso. Ainda assim, sua força eleitoral no Ceará reacendeu o interesse dos tucanos em investir no retorno do ex-governador ao Palácio da Abolição.

Força nas pesquisas

A ascensão de Ciro como principal nome da oposição ao governador Elmano de Freitas (PT-CE) tem sido observada com atenção em Brasília. Em levantamentos recentes, ele aparece tecnicamente empatado ou até numericamente à frente do petista em cenários distintos, o que consolidou sua posição como potencial unificador da direita no estado.

Cenário 1
Elmano de Freitas (PT): 39%
Ciro Gomes (PSDB): 39%
Eduardo Girão (Novo): 14%
Nulo/branco: 4%
Não sabe/não respondeu: 4%

Cenário 2
Elmano de Freitas (PT): 39%
Roberto Cláudio (União): 26%
Eduardo Girão (Novo): 16%
Nulo/branco: 9%
Não sabe/não respondeu: 7%

Cenário 3
Ciro Gomes (PSDB): 44%
Elmano de Freitas (PT): 42%
Nulo/branco: 10%
Não sabe/não respondeu: 4%

O desempenho competitivo reforçou a percepção de que Ciro, apesar de figura controversa e marcada por confrontos intensos com o PT, ainda exerce influência significativa no eleitorado cearense. Seu trânsito com setores da direita, inclusive com aproximações momentâneas ao PL de Jair Bolsonaro, ampliou seu leque de apoios, embora algumas dessas articulações tenham sido congeladas recentemente por interferências de Michelle Bolsonaro.

Estratégia tucana mira reconstrução gradual

A chegada de Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência nacional da sigla, em novembro, oficializou a nova fase do partido. Aécio pretende repetir o modelo de expansão dos anos 1990: fortalecer bases estaduais, conquistar governos regionais e ampliar a bancada federal antes de disputar novamente o comando do país.

O próprio Aécio, que disputou a Presidência em 2014, não pretende entrar no pleito nacional em 2026. Seu projeto é disputar o governo de Minas Gerais como alternativa simultaneamente ao PT e ao bolsonarismo, reposicionando o PSDB no mapa político.

Nesse cenário, Ciro aparece como peça estratégica: sua eventual vitória no Ceará seria um símbolo importante da retomada tucana e ajudaria a pavimentar o caminho para 2030, quando Lula não estará mais no centro do jogo eleitoral.

Silêncio calculado

Ciro evita se comprometer publicamente com qualquer candidatura. Mas dentro do PSDB, especialmente entre aliados no Ceará, a leitura é unívoca: disputar o governo estadual é a chave para fortalecer o partido em 2026 e abrir uma porta mais confortável para o tabuleiro nacional no próximo ciclo.

O cálculo tucano é simples. Melhor reconstruir o terreno, conquistar espaços e deixar o embate direto com Lula para um momento mais oportuno, quando o partido estiver consolidado e o cenário político menos polarizado. Ciro, hoje, é o nome que mais se encaixa nessa equação.





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