O Brasil vive uma nova corrida por minerais estratégicos. Levantamento da consultoria Meridiana revela que os pedidos de pesquisa mineral protocola
O Brasil vive uma nova corrida por minerais estratégicos. Levantamento da consultoria Meridiana revela que os pedidos de pesquisa mineral protocolados na Agência Nacional de Mineração (ANM) cresceram 74% entre 2024 e 2025, com destaque para substâncias consideradas essenciais à transição energética e à segurança alimentar, como fosfato, cobre e terras raras.
O ritmo acelerado se mantém em 2026. Apenas em janeiro, os requerimentos já representam 12% de todo o volume registrado ao longo de 2025, sinalizando forte apetite do mercado por novas áreas de exploração.
Minerais estratégicos ganham protagonismo
O aumento da demanda global por fertilizantes e tecnologias de energia limpa tem impulsionado a busca por jazidas no território brasileiro. O fosfato é insumo-chave para a produção de fertilizantes agrícolas, enquanto o cobre é essencial para a indústria elétrica e de infraestrutura. Já as terras raras são fundamentais na fabricação de baterias, turbinas e equipamentos eletrônicos de alta tecnologia.
Com reservas relevantes e território ainda pouco explorado em algumas regiões, o Brasil passa a ocupar posição estratégica na geopolítica mineral.
Ambiente regulatório e interesse externo
Especialistas avaliam que a alta nos requerimentos também reflete maior previsibilidade regulatória e interesse crescente de investidores nacionais e estrangeiros no setor mineral brasileiro.
A ANM, responsável por autorizar e fiscalizar as atividades de mineração no país, tem registrado aumento na procura por áreas de pesquisa, etapa inicial que antecede eventual concessão de lavra.
Impacto econômico e desafios
O avanço da pesquisa mineral pode impulsionar investimentos, geração de empregos e arrecadação para estados e municípios, especialmente em regiões com potencial geológico ainda subaproveitado.
Por outro lado, o crescimento da atividade também reacende debates sobre licenciamento ambiental, segurança jurídica e equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Com a corrida global por minerais estratégicos cada vez mais intensa, o Brasil se posiciona como protagonista nesse mercado, enquanto o setor público e privado buscam alinhar expansão produtiva e sustentabilidade.


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