O Partido Novo oficializou, nesta segunda-feira (27), a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à Presidência da República
O Partido Novo oficializou, nesta segunda-feira (27), a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à Presidência da República. A convenção nacional da legenda, realizada em Brasília, confirmou o nome do empresário para a corrida ao Palácio do Planalto, mas a chapa ainda permanece sem candidato a vice-presidente.
Durante o lançamento da candidatura, Zema confirmou que pretende se reunir nos próximos dias com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para discutir a possibilidade de ele integrar a chapa como candidato a vice-presidente. O ex-governador afirmou admirar a trajetória do ex-ministro e destacou sua atuação no combate à corrupção durante o julgamento do mensalão.
Segundo Zema, o encontro deverá ocorrer no Rio de Janeiro, onde Joaquim Barbosa reside atualmente. O Democracia Cristã (DC), partido ao qual o ex-ministro é filiado, passou a ser uma das alternativas de aliança para o Novo após o fracasso das negociações com o Podemos para composição da chapa presidencial.
A convenção reuniu as principais lideranças nacionais do Novo, entre elas o presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, pré-candidato ao Senado pelo Paraná. Durante os discursos, dirigentes defenderam a gestão de Zema em Minas Gerais e apresentaram o ex-governador como alternativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-RS) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Sem alianças nacionais consolidadas até o momento, a direção do Novo decidiu delegar à Executiva Nacional a definição do candidato a vice, cuja escolha deverá ocorrer até o prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral para o registro das chapas. Além de Joaquim Barbosa, a legenda avalia manter uma chapa pura, caso não avance nas negociações com outras siglas.
Nos últimos meses, Zema intensificou agendas com representantes do agronegócio, empresários e lideranças religiosas, estratégia que busca ampliar seu conhecimento entre o eleitorado nacional. A campanha pretende utilizar o horário eleitoral gratuito e os debates para aumentar a exposição do candidato, que ainda aparece atrás dos principais concorrentes nas pesquisas de intenção de voto.
Levantamentos recentes mostram que Romeu Zema ainda registra índices modestos nas simulações para a eleição presidencial, mas aliados avaliam que as dificuldades enfrentadas por outras candidaturas da direita abriram espaço para sua consolidação no cenário nacional. A estratégia do Novo é concentrar o discurso na experiência administrativa do ex-governador, com propostas voltadas para economia, gestão pública, segurança e educação, enquanto prossegue a busca por um nome para completar a chapa presidencial.


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