A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, marcou para 6 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições, uma reunião
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, marcou para 6 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições, uma reunião em Brasília para definir sua posição na disputa presidencial caso haja segundo turno. A informação foi divulgada pelo SBT News e também confirmada por outros veículos.
A federação manteve neutralidade no primeiro turno, mas dirigentes ouvidos reservadamente pelo jornal O Globo apontam que, neste momento, existe uma tendência de apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual confronto com Lula (PT). A decisão, porém, ainda não foi formalizada.
O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), é apontado como um dos principais articuladores da mudança de posição. Segundo o SBT News, o episódio ganhou força após Lula se referir a Ciro como “vira-lata” durante um ato político no Piauí, ao defender as candidaturas de Júlio César e Marcelo Castro ao Senado.
Neutralidade no primeiro turno
Em julho, a federação decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência. A posição foi adotada para preservar as alianças estaduais e permitir que integrantes das duas legendas apoiassem diferentes candidatos conforme os acordos locais.
Na ocasião, também houve resistência à tentativa de aproximar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) da chapa de Flávio como candidata a vice. A neutralidade acabou sendo mantida tanto pelo PP quanto pelo União Brasil.
Agora, segundo a CNN Brasil, dirigentes avaliam que o cenário pode ser diferente após o primeiro turno, quando as disputas estaduais e para o Congresso já estarão definidas. A expectativa é de que isso reduza parte das resistências regionais dentro da federação.
A posição da União Progressista será definida somente após o resultado de 4 de outubro. Até lá, a possibilidade de apoio a Flávio permanece em discussão dentro das duas siglas.


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