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UM NOVO TEMPO DE VELHOS HÁBITOS…

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Por Alberto de Avellar –  Como já dito em várias oportunidades, Simões Filho é icônica em preceder absurdos — a cada ano que passa, seus 64 anos de Emancipação Política parecem reafirmar essa fama.

Meu papel como Cronista Político em Políticas Públicas é justamente comentar esses absurdos. Para muitos, minhas críticas soam como ataques; porém, são críticas construtivas, pois sempre apresento soluções para as problemáticas abordadas. O que alguns chamam de difamação, eu chamo de exercício da cidadania crítica.

Existe, na Constituição Federal, um conceito determinante no artigo 37, que define os princípios que regem a Administração Pública: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência — o famoso acrônimo “LIMPE”.

Ora, se o “LIMPE” não é aplicado em sua essência, é porque há algo de muito errado. E, em Simões Filho, infelizmente, não é diferente.

ANALISANDO…

Neste 7 de novembro, Simões Filho completa 64 anos de Emancipação Política.

Durante seus primeiros 32 anos, o município foi administrado por prefeitos biônicos, impostos por um sistema autoritário e centralizador do Governo Federal.

Nos 32 anos seguintes, o poder local ficou concentrado nas mãos de três grupos governistas, que, na prática, se mostraram “juntos e misturados”:

Eduardo Alencar, que fez de Edson Almeida (Irmãozinho) seu sucessor em 1996, e, mais recentemente, Diógenes Tolentino Oliveira (Dinha), que, em 2024, conseguiu eleger o seu sucessor, Devaldo Soares (Del do Cristo Rei).

O que se percebe, a olhos nus, sem a necessidade de grandes análises de um cientista político, é que tanto o governo Del, quanto o de seu antecessor Dinha, não gostam da ampla participação popular na vida pública.

Tal prática é, em essência, uma afronta direta ao princípio constitucional da soberania popular, pois o poder que emana do povo é lembrado apenas no dia do pleito eleitoral, quando o voto é tratado como mercadoria e comprado por migalhas.

O EXEMPLO DO ANIVERSÁRIO…

Um exemplo típico disso ocorreu neste 7 de novembro, em meio aos festejos de comemoração da Emancipação, que revoltaram a população nas redes sociais.

A ASCOM (Assessoria de Comunicação do Poder Executivo) publicou somente no dia 6 de novembro, ou seja, na véspera, a grade oficial da programação, que se iniciaria às 8h, na Praça da Bíblia, com show gospel e participação de autoridades, repetindo o velho discurso de que “está tudo lindo e maravilhoso”.

Posteriormente, o evento se estenderia ao Colégio Luiz Palmeira, com assinatura de ordens de serviço que somam mais de R$ 5 milhões.

Mas fica a pergunta que não quer calar:

Como o povo pode participar de um evento público se não é informado com antecedência?

Além disso, o município sofre com um sistema de transporte público caótico, praticamente inexistente — como se espera que moradores dos bairros afastados cheguem à sede do município para acompanhar as celebrações?

Outro detalhe relevante: o Brasil é um Estado laico, e impor uma programação essencialmente evangélica em uma comemoração cívica pode ser interpretado como ato de intolerância religiosa, especialmente a menos de 15 dias do Dia da Consciência Negra.

CONCLUSÃO…

Está na hora de rever conceitos e práticas, pois, se o slogan da atual gestão é “Um Novo Tempo”, os atos continuam revelando velhos hábitos.





Fonte: Clique aqui

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