O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira (19) que solicitará ao Congresso americano US$ 200 bilhões para financi
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira (19) que solicitará ao Congresso americano US$ 200 bilhões para financiar a guerra contra o Irã. Segundo o republicano, o montante é “um pequeno preço a pagar para garantir que continuemos no topo”.
Conflito e promessas de campanha
Apesar de, em 2024, ter prometido reduzir intervenções militares no exterior, Trump justificou o pedido afirmando que os EUA precisam garantir estoques suficientes de munição e recursos para as Forças Armadas. Ele negou que o Exército americano esteja ficando sem armamento, mas não detalhou os “vários motivos” para o orçamento adicional.
Membros do Congresso já haviam demonstrado preocupação com o esgotamento de estoques militares e a capacidade da indústria de defesa em atender à demanda, sobretudo após semanas de combates.
Gastos astronômicos
Segundo relatórios do Pentágono apresentados ao Congresso, a primeira semana de ofensiva custou ao menos US$ 11,3 bilhões (aproximadamente R$ 60 bilhões), ou cerca de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,3 bilhões) por dia. Despesas com preparação dos ataques não estão incluídas, o que indica que o custo real pode ser ainda maior.
A organização Center for Strategic and International Studies (CSIS), sediada em Washington, estimou que as primeiras 100 horas de ataques custaram cerca de US$ 3,7 bilhões, equivalentes a US$ 891 milhões por dia, sendo que US$ 3,5 bilhões não estavam previstos no orçamento militar.
Controvérsia e repercussão
O pedido de Trump ocorre em meio a críticas sobre a continuidade de conflitos internacionais e o impacto fiscal de guerras externas. O ex-presidente também criticou publicamente o governo de Joe Biden por aprovar US$ 188 bilhões em auxílio militar à Ucrânia, ressaltando que os EUA precisam manter suas Forças Armadas “na melhor forma em que já estivemos”.
O Congresso americano agora analisará o pedido, que levanta questões sobre a duração do conflito e a sustentabilidade de gastos bilionários em meio a uma guerra que já entra na quarta semana.


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