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Trump diz que EUA estão prontos para agir contra o Irã após mortes em protestos

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), elevou o tom contra o regime iraniano ao afirmar que Washington está pronta para agir

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), elevou o tom contra o regime iraniano ao afirmar que Washington está pronta para agir caso novas mortes de manifestantes sejam registradas durante protestos contra a crise econômica no país do Oriente Médio. As declarações ocorrem em meio a uma onda de manifestações que se espalharam por diversas províncias do Irã e terminaram em confrontos com forças de segurança.

Em mensagem divulgada em rede social, Trump afirmou que os Estados Unidos não ficarão inertes diante de uma repressão violenta. Segundo ele, se o governo iraniano voltar a atirar e matar manifestantes pacíficos, os norte-americanos irão intervir. O presidente ainda ressaltou que o país estaria preparado para agir de forma imediata.

Repressão e alerta internacional

Os protestos, motivados pela deterioração das condições econômicas, vêm sendo marcados por denúncias de intimidação, prisões arbitrárias e uso excessivo da força. Autoridades americanas manifestaram preocupação com os relatos de violência contra civis e cobraram o fim da repressão, ampliando a pressão diplomática sobre Teerã.

A reação iraniana foi imediata. Lideranças do regime advertiram que qualquer tentativa de interferência externa será interpretada como uma ameaça direta à segurança nacional. O chefe da segurança nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que uma ação dos Estados Unidos poderia provocar instabilidade em toda a região e atingir interesses americanos.

Escalada de ameaças

Ali Shamkhani, conselheiro próximo do líder supremo Ali Khamenei, reforçou o discurso duro ao classificar a segurança do país como uma “linha vermelha”. Segundo ele, qualquer movimento que se aproxime desse limite receberá uma resposta severa, ampliando o risco de escalada no já delicado cenário regional.

Culpa admitida pelo governo iraniano

Em meio à crise, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, adotou um tom diferente ao reconhecer falhas da própria gestão. Em discurso a autoridades, afirmou que a insatisfação popular é responsabilidade do governo e rejeitou a tentativa de transferir a culpa para atores externos, como os Estados Unidos.

Pezeshkian destacou que cabe às autoridades administrar melhor os recursos do país e encontrar soluções para os problemas enfrentados pela população. A declaração expõe fissuras no discurso oficial iraniano, ao mesmo tempo em que evidencia a pressão interna provocada pela crise econômica e pelos protestos.

O episódio adiciona mais um capítulo à relação já conflituosa entre Washington e Teerã, reacendendo temores de um novo confronto diplomático ou até militar, em um momento de instabilidade crescente no Oriente Médio.





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