Jonathan, uma tartaruga-gigante de aproximadamente 194 anos, pode ajudar cientistas a compreender melhor o envelhecimento humano. Uma pesquisa inte
Jonathan, uma tartaruga-gigante de aproximadamente 194 anos, pode ajudar cientistas a compreender melhor o envelhecimento humano. Uma pesquisa internacional analisou seu material genético e identificou características que podem explicar parte de sua longevidade extraordinária, abrindo caminhos para estudos sobre como preservar a saúde por mais tempo.
O animal vive na ilha de Santa Helena, território britânico no Atlântico Sul, para onde foi levado em 1882, vindo das Seychelles. Jonathan já era adulto quando chegou à ilha e, desde então, atravessou quase dois séculos de transformações históricas, incluindo duas guerras mundiais e grandes pandemias.
Publicado em outubro de 2026 na revista científica Science Advances, o estudo identificou 287 variantes genéticas específicas e padrões de regulação do DNA associados a mecanismos de proteção celular. Os pesquisadores observaram características relacionadas ao reparo de danos genéticos, à produção de energia nas células, à regulação do metabolismo e ao controle de processos ligados ao desenvolvimento de câncer.
O que os humanos podem aprender com Jonathan
Uma das descobertas mais relevantes foi a preservação de padrões de regulação genética em regiões ligadas às mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia celular. Em determinados pontos, esses padrões se mostraram semelhantes aos encontrados em tartarugas muito mais jovens, indicando uma possível resistência à deterioração associada à idade.
Para os seres humanos, a descoberta oferece pistas sobre mecanismos biológicos que podem ajudar a manter as células funcionando adequadamente durante mais tempo. Os pesquisadores esperam que o conhecimento obtido com animais longevos contribua, no futuro, para desenvolver tratamentos capazes de retardar alguns efeitos do envelhecimento e reduzir doenças relacionadas à idade.


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