A semana passada entrou para a história como um dos episódios mais controversos da política externa brasileira. Segundo apuração do #Acesse Polític
A semana passada entrou para a história como um dos episódios mais controversos da política externa brasileira. Segundo apuração do #Acesse Política, um suposto acordo costurado entre o governo Lula e os Estados Unidos teria livrado o ministro Alexandre de Moraes de sanções previstas na Lei Magnitsky, instrumento usado por Washington contra autoridades acusadas de abusos, em troca de concessões estratégicas envolvendo terras raras e outros ativos sensíveis do Brasil.
Nos bastidores, o temor do Planalto não seria apenas Donald Trump, mas o retorno de uma postura dura dos Estados Unidos sob uma nova leitura da Doutrina Monroe. Trump, empresário e negociador por excelência, que só ingressou na política após os 70 anos e já estreou diretamente como presidente dos EUA em 2016, é visto por aliados como alguém que não entra em acordos sem ganhos concretos.
Diante desse cenário, Lula da Silva (PT) teria recorrido à velha prática da negociação pesada. Críticos afirmam que o presidente, acuado e sem estratégia, sentou à mesa como nos tempos em que atuava como lobista sindical internacional e aceitou termos considerados lesivos à soberania nacional.
O centro do suposto acordo seria a prioridade, que beira a exclusividade, concedida aos norte-americanos na exploração dos chamados minerais críticos, as terras raras. O Brasil detém o segundo maior depósito do mundo, atrás apenas da China, e poderia usar esse trunfo para garantir autonomia tecnológica e econômica no futuro. Em vez disso, segundo a apuração, o país teria aberto mão dessa vantagem em troca de proteção política a figuras do topo do poder.
A lista de concessões não pararia por aí. O pacote incluiria restrições ao uso da base de Alcântara por outros países sem aval dos Estados Unidos, além de alinhamentos regionais que favoreceriam empresas norte-americanas na exploração do petróleo venezuelano. No campo digital, as big techs dos EUA seguiriam operando livremente no Brasil, mantendo dados de brasileiros processados no exterior, sem exigência de instalação de data centers no país.
Para críticos do governo, o episódio consolida a imagem de Lula como o presidente que negociou ativos estratégicos e comprometeu a soberania nacional para preservar aliados e evitar pressões internacionais.


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