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Senadores exibem plenário vazio e acusam colegas de não trabalhar antes do Carnaval

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Os senadores Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e Eduardo Girão (Novo-CE) usaram as redes sociais nesta terça-feira (10) para expor o esvaziamento

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Os senadores Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e Eduardo Girão (Novo-CE) usaram as redes sociais nesta terça-feira (10) para expor o esvaziamento do plenário do Senado Federal e criticar a falta de atividades legislativas na semana que antecede o Carnaval. Em vídeo gravado dentro da Casa, os parlamentares apontam cadeiras vazias e questionam a ausência dos colegas.

Assista:

“Você está trabalhando aí, não está? Olha como está aqui”, diz Cleitinho, enquanto mostra o plenário sem senadores. Ao lado dele, Girão reforça a crítica e afirma que, neste ano, a única sessão realizada foi de forma remota. “Aqui no plenário, a última foi em dezembro”, afirmou.

Críticas ao recesso informal

Segundo Cleitinho, apesar de se tratar de uma semana oficialmente normal, o Senado reduz o ritmo de trabalho por conta da proximidade do Carnaval. O senador mineiro ironizou o calendário e questionou se haverá atividades na semana seguinte à folia.

As votações no Congresso costumam ocorrer entre terça e quinta-feira, mas, segundo os parlamentares, o funcionamento efetivo da Casa estaria comprometido. A crítica ganhou tom mais duro ao ser comparada com a rotina dos trabalhadores brasileiros.

“Como vota um projeto desses e o trabalhador ganha R$ 1.600 em escala 6 por 1? Cadê esse povo para trabalhar?”, disparou Cleitinho, ao justificar a gravação do vídeo.

Pressão contra aumento de penduricalhos

Além de denunciar o plenário vazio, os senadores também aproveitaram a gravação para pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vetar um projeto que amplia penduricalhos para servidores do Poder Legislativo, permitindo salários acima do teto constitucional.

Eduardo Girão questionou quem teria coragem de derrubar um eventual veto presidencial. “Se o Lula vetar, qual deputado e senador vai colocar a digital para derrubar esse veto?”, indagou.

Cleitinho afirmou ainda que a iniciativa de expor o esvaziamento do Senado pode gerar desgaste político. “Vai chegar senador aqui e nem olhar na cara da gente mais”, disse, ao reconhecer o incômodo causado entre os colegas.

Discurso eleitoral e desgaste interno

Cotado para disputar o Governo de Minas Gerais, Cleitinho afirmou que gravações como essa não o beneficiam politicamente, mas defendeu a necessidade de mostrar à população o funcionamento real do Senado.

O vídeo reforça o discurso de parlamentares da direita contra privilégios no serviço público e reacende o debate sobre produtividade, recesso informal e distanciamento entre o Congresso Nacional e a realidade da maioria dos brasileiros.





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