A construção civil brasileira tem ampliado investimentos em segurança do trabalho com foco em treinamento contínuo, uso de tecnologia e fortalecime
A construção civil brasileira tem ampliado investimentos em segurança do trabalho com foco em treinamento contínuo, uso de tecnologia e fortalecimento da cultura preventiva nos canteiros de obras. Empresas do setor passaram a adotar estratégias integradas para reduzir acidentes e melhorar as condições operacionais dos trabalhadores.
Na MRV, a política de segurança reúne ações voltadas à capacitação prática, monitoramento digital e programas de valorização profissional. Segundo a diretora de Qualidade, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da empresa, Kátia Lobo, o objetivo é consolidar uma cultura preventiva que vá além das exigências legais.
Entre os principais pilares adotados pela construtora estão treinamentos com simulações de situações reais, digitalização de processos internos, incentivo à saúde física e mental e acompanhamento permanente das condições de trabalho.
A empresa mantém atualmente 26 Centros de Valorização do Trabalhador espalhados pelo país. Os espaços funcionam como estruturas de treinamento imersivo, onde profissionais passam por capacitações voltadas às principais situações de risco enfrentadas na construção civil.
Os treinamentos incluem orientações sobre uso correto de ferramentas e equipamentos, operação segura de sistemas elétricos, trabalho em altura e atuação em espaços confinados.
Segundo a companhia, a proposta é preparar os trabalhadores antes da entrada nos canteiros de obra, ampliando a percepção de risco e reduzindo a probabilidade de acidentes durante a rotina operacional.
Somente em 2025, a MRV registrou mais de 73 mil horas de capacitação em segurança do trabalho, com aproximadamente 15 mil colaboradores treinados.
Outro eixo da estratégia envolve a digitalização da gestão de segurança. Informações que antes eram registradas em papel ou planilhas passaram a ser centralizadas em plataformas integradas, permitindo monitoramento em tempo real por equipes de liderança.
Na prática, o modelo possibilita respostas mais rápidas a incidentes, identificação de padrões de risco e maior eficiência no gerenciamento preventivo dentro das obras.
Os indicadores divulgados pela empresa apontam avanços nos resultados operacionais. Em 2025, a construtora registrou zero mortalidade em obras, redução de 6,4% nos acidentes com afastamento, queda de 12,6% na Taxa de Frequência com Afastamento e diminuição de 64% no índice de gravidade dos casos.
Além da prevenção operacional, a companhia também passou a investir em iniciativas voltadas ao bem-estar dos trabalhadores, incluindo programas de saúde mental, incentivo à prática de atividades físicas e acompanhamento contínuo das condições laborais.
A avaliação da empresa é que a combinação entre tecnologia, capacitação e valorização profissional tem fortalecido a cultura de segurança na construção civil e contribuído para a redução gradual dos acidentes no setor.


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