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Rui Costa sai em defesa de Lula após encontro no Planalto com dono do Banco Master

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O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), reagiu às críticas direcionadas ao presidente Lula (PT) após o chefe do Executivo receber no Palácio do P

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O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), reagiu às críticas direcionadas ao presidente Lula (PT) após o chefe do Executivo receber no Palácio do Planalto o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Para Rui, o encontro seguiu critérios institucionais e não pode ser tratado como irregular ou inadequado.

Segundo o ministro, em entrevista a coluna de Igor Gadelha, a agenda presidencial contempla representantes dos mais diversos setores da sociedade, incluindo o sistema financeiro, a indústria, o agronegócio, movimentos sociais e entidades de classe. Na avaliação de Rui Costa, eventuais problemas envolvendo agentes econômicos não anulam a legitimidade do diálogo institucional.

Agenda aberta

Rui Costa destacou que governar de forma democrática exige disposição para ouvir todos os segmentos. De acordo com ele, Lula recebe sistematicamente presidentes de bancos, empresários e lideranças sociais sempre que há demanda para tratar de assuntos institucionais.

“O presidente da República recebe, institucionalmente, todos os atores econômicos. Se algum ator, ao longo do tempo, vier a cometer erro, isso não inviabiliza o diálogo nem invalida a conversa”, afirmou o ministro, ao reforçar que a agenda presidencial é marcada pela pluralidade de encontros.

O chefe da Casa Civil também citou reuniões com representantes da indústria, da agricultura e de movimentos sociais como parte natural do exercício do cargo, argumentando que fechar portas comprometeria a governabilidade e o caráter democrático do governo.

Banco Central e cautela no julgamento

Questionado sobre a atuação do Banco Central no caso envolvendo o Banco Master, Rui Costa adotou tom cauteloso e evitou qualquer juízo de valor. Segundo ele, seria irresponsável avaliar se houve demora ou falha na condução do processo sem acesso a informações técnicas completas.

O ministro ressaltou que o Banco Central conta com servidores concursados e experientes, responsáveis por monitorar permanentemente a saúde financeira das instituições do sistema. Para Rui, a diretoria da autarquia também possui qualificação técnica para tratar do tema de forma adequada.

“Não tenho elementos para dizer se poderia ter sido antes ou se foi no momento correto. Fazer esse tipo de julgamento sem dados seria leviano”, afirmou.

A fala de Rui Costa ocorre em um momento de pressão política sobre o governo federal, com adversários explorando o encontro entre Lula e o banqueiro como argumento de desgaste. A estratégia do Planalto, no entanto, tem sido reforçar o discurso da institucionalidade e da separação entre diálogo político e eventuais irregularidades individuais.

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