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Ronaldo Caiado rejeita retaliação aos EUA e defende negociação sobre tarifaço

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O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que não pretende adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos em r

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O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que não pretende adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos em resposta ao tarifaço anunciado pelo governo americano. Durante entrevista à GloboNews nesta sexta-feira (7), o político defendeu uma postura de negociação diplomática para preservar as relações comerciais e os investimentos estrangeiros no Brasil.

“Eu, retaliar os americanos? Para acabar com o resto das exportações que nós temos e perder todos os investimentos americanos? Alguém com a cabeça sã falaria uma asneira dessa?”, declarou Caiado ao ser questionado sobre uma possível reação brasileira às tarifas.

Segundo o candidato, o impacto da medida é negativo para o país, especialmente para setores ligados ao agronegócio, mas uma resposta por meio de sanções poderia ampliar os prejuízos econômicos. Ele defendeu uma conversa direta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em busca de uma solução.

“O Itamaraty não vai ser mais um braço ideológico do PT. Eu quero trazer as boas cabeças”, afirmou Caiado, ao defender mudanças na condução da política externa brasileira.

Durante a entrevista, o ex-governador de Goiás também rejeitou colocar o Pix como tema de negociação com outros países. Para ele, a ferramenta representa uma conquista nacional e não deve entrar em qualquer acordo internacional.

Como alternativa, Caiado citou o potencial brasileiro em recursos estratégicos, como terras raras e nióbio, afirmando que esses ativos podem ser utilizados em negociações comerciais.

Críticas às emendas parlamentares

Na sabatina, Caiado também criticou o atual modelo de distribuição das emendas parlamentares e afirmou que o sistema provocou uma “desestruturação do presidencialismo”. Segundo ele, um presidente não pode administrar o país com centenas de planos de governo diferentes.

“Não posso ter 594 planos de governo”, afirmou, em referência ao número de parlamentares do Congresso Nacional.

O pré-candidato disse que, caso seja eleito, pretende direcionar a aplicação das emendas para obras previstas em seu plano de governo, buscando maior coordenação entre Executivo e Legislativo.

Previdência e anistia

Caiado também defendeu a necessidade de discutir mudanças na Previdência Social, argumentando que o envelhecimento da população brasileira aumenta os desafios para a manutenção do sistema.

Na entrevista, o político voltou ainda a defender anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, a medida teria como objetivo promover uma pacificação nacional.

“A anistia é para pacificar o país”, declarou.

As declarações ocorreram em meio à disputa presidencial de 2026, marcada por debates sobre economia, relações internacionais e os rumos da política institucional brasileira.





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