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A entrega do relatório da Polícia Federal (PF) sobre menções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi prevista para o fim de outubro ou início de novembro, após reunião entre o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o presidente da Corte, Edson Fachin. O cronograma coloca a divulgação do documento para depois do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
A decisão ocorre em um momento delicado para o governo do presidente Lula da Silva (PT), que aparece atrás de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em levantamentos eleitorais recentes. O cenário aumenta a repercussão política do adiamento, embora não haja confirmação pública de que o desempenho de Lula nas pesquisas tenha sido a causa da definição do cronograma.
Segundo informações publicadas sobre o encontro, a PF fará uma análise detalhada das referências a integrantes do STF encontradas em dados extraídos dos celulares de Vorcaro e de Fabiano Zettel. O objetivo é contextualizar as menções e identificar se existem elementos que justifiquem medidas adicionais.
Relatório será encaminhado ao STF
O material deverá ser submetido à avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e, posteriormente, ao plenário do Supremo. A abertura de investigações contra ministros depende da observância das competências e dos procedimentos legais aplicáveis à Corte.
O caso envolve mensagens e referências a magistrados encontradas durante as apurações relacionadas ao Banco Master. A simples citação de um ministro, porém, não comprova irregularidade ou prática criminosa.
Eleição aumenta a tensão nos bastidores
A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro adiciona um componente político à expectativa em torno do relatório. Segundo relatos de bastidores, o resultado eleitoral poderá influenciar o ambiente institucional e as discussões internas sobre os desdobramentos do caso.
O adiamento mantém o assunto em aberto durante a reta final da campanha.


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