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Rejeição a Flávio Bolsonaro dispara após aval do pai e expõe racha na direita

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A escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial de 2026 produziu um efeito im

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A escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial de 2026 produziu um efeito imediato e negativo fora do núcleo duro bolsonarista. Levantamento divulgado nesta terça-feira revela que 62% dos brasileiros afirmam que não votariam de jeito nenhum no senador, índice que consolida sua alta rejeição logo após a indicação pública do pai.

O percentual contrasta com os 13% que dizem votar em Flávio e os 23% que afirmam que ainda poderiam apoiá-lo. O resultado marca a primeira rodada de pesquisa sem Jair Bolsonaro no cenário eleitoral e expõe as dificuldades do bolsonarismo em transferir capital político sem a presença direta do ex-presidente.

Direita rachada após indicação

A oficialização de Flávio como herdeiro político escancarou divisões internas no campo conservador. A decisão foi celebrada por aliados mais fiéis a Jair Bolsonaro, mas provocou frustração em setores que defendiam uma alternativa considerada mais competitiva, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Nas redes sociais, a reação foi imediata. Enquanto perfis ligados ao bolsonarismo raiz comemoraram, apoiadores de Tarcísio ironizaram a escolha e passaram a classificar a estratégia como um movimento de autossabotagem eleitoral, capaz de enfraquecer a direita já no primeiro turno.

Desempenho tímido sem Bolsonaro

Na intenção de voto espontânea, Flávio Bolsonaro aparece com apenas 5% das menções, desempenho muito inferior ao registrado por Jair Bolsonaro em cenário semelhante no passado, quando o então presidente alcançava patamar três vezes maior.

O dado reforça a dificuldade de Flávio em ocupar o espaço político do pai e dialogar com eleitores além da base ideológica mais fiel, especialmente em um ambiente de rejeição elevada.

Segundo lugar, mas distante de Lula

Nos cenários estimulados de primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar em todas as simulações, sempre atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que varia entre 34% e 41% das intenções de voto, conforme o cenário.

O senador oscila entre 21% e 27%, dependendo dos adversários, mantendo vantagem sobre nomes como Ratinho Junior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ciro Gomes (PDT-CE). Ainda assim, a distância para Lula permanece significativa.

Bênção que pesa

O levantamento indica que a benção de Jair Bolsonaro, longe de impulsionar automaticamente o filho, ampliou resistências e aprofundou fissuras na direita. O cenário sugere que, sem o ex-presidente na urna, o bolsonarismo enfrenta um teste real de força, com risco de fragmentação e dificuldades para chegar competitivo ao segundo turno.





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