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“Querem calar a direita na Bahia”, diz vereador após Justiça barrar homenagem a Flávio Bolsonaro

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O vereador Cezar Leite (PL) criticou a decisão da Justiça da Bahia que suspendeu a cerimônia de entrega do título de cidadão soteropolitano ao sena

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O vereador Cezar Leite (PL) criticou a decisão da Justiça da Bahia que suspendeu a cerimônia de entrega do título de cidadão soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), prevista para este sábado (17), em Salvador. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar classificou a medida como uma tentativa de silenciar a direita no estado.

“Querem calar a direita na Bahia”, declarou o vereador, que também acusou setores políticos de adotar medidas de censura contra conservadores. As declarações foram feitas após a liminar que proibiu a Câmara Municipal de Salvador de realizar a solenidade no Farol da Barra e suspendeu a transferência temporária da sede do Legislativo para o local. 

Leite afirmou que pretende manter a entrega da homenagem no Farol da Barra, a partir das 15h, apesar da decisão judicial. A declaração contrasta com o posicionamento oficial da Câmara Municipal, que informou que cumprirá a determinação da Justiça. A liminar estabelece multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

Vereador questiona tratamento dado a homenagens anteriores

Durante a gravação, Cezar Leite comparou a homenagem a Flávio com títulos concedidos anteriormente pela Câmara a outras personalidades, entre elas o presidente Lula da Silva (PT), o ex-ministro Fernando Haddad e a cantora Liniker. Segundo o vereador, a oposição à homenagem atual seria desproporcional em relação a situações anteriores.

O parlamentar também contestou o argumento de que Flávio não teria recebido votos suficientes em Salvador para justificar a honraria. Ele defendeu a legitimidade da decisão tomada pelos vereadores que aprovaram a concessão do título.

Decisão judicial não revogou o título

A liminar foi concedida pela juíza Carla Graziela Costantino de Araújo, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador. A magistrada considerou que a realização da cerimônia durante a campanha presidencial, associada à transferência excepcional da sede do Legislativo, poderia conferir caráter promocional ou partidário a um ato oficial, além de gerar despesas públicas desproporcionais.

A decisão suspendeu a entrega da homenagem até depois do encerramento definitivo do processo eleitoral, mas não anulou a resolução que concedeu o título. A Câmara Municipal confirmou que cumprirá a determinação judicial. 

Em seu vídeo, Cezar Leite também mencionou denúncias que afirma ter encaminhado ao Ministério Público, relacionadas aos respiradores adquiridos durante o governo Rui Costa e ao Banco Master. O vereador questionou a atuação do órgão nesses casos, mas não apresentou, na gravação, elementos que comprovem sua acusação de motivação política na decisão envolvendo a homenagem.





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