HomeBahia

quando ela é indicada e por que cada tratamento deve ser individualizado

my-portfolio

  Continua após a publicidade Continua após a publicidade Continua após a publicidade Os hormônios são substâncias produzidas pelas glândulas

CDL e Logistas de Ipiaú definem sobre o funcionamento do comércio durante o dia de Corpus Christi
Delação bomba de ex-diretora expõe suposta conexão entre política e facções em presídios da Bahia
ÁUDIO: Livro da SEI sobre “Políticas públicas, representação democrática e participação social” será lançado


 

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Os hormônios são substâncias produzidas pelas glândulas do sistema endócrino que atuam como mensageiros químicos, regulando praticamente todas as funções do organismo. No corpo feminino, eles desempenham papel fundamental desde a puberdade até a menopausa, influenciando o ciclo menstrual, a fertilidade, saúde óssea, metabolismo, humor, o sono e até mesmo a saúde cardiovascular.

Ao longo da vida, é natural que os níveis hormonais sofram variações. Essas mudanças fazem parte do envelhecimento e das diferentes fases reprodutivas da mulher. No entanto, em alguns momentos, a redução ou deficiência hormonal pode provocar sintomas importantes e impactar significativamente a qualidade de vida. É nesse contexto que surge uma das principais dúvidas entre as pacientes: afinal, quando a reposição hormonal é realmente indicada?

Segundo a ginecologista Daniela Mazzafera, do Centro Médico Elsimar Coutinho Day Hospital (Ceparh), na Bahia, a reposição hormonal não deve ser encarada como um tratamento universal nem como uma solução estética ou preventiva para todas as mulheres.

“A terapia hormonal é uma ferramenta extremamente importante quando existe indicação clínica. O objetivo não é interromper o envelhecimento, mas tratar sintomas decorrentes da deficiência hormonal e melhorar a qualidade de vida da paciente, sempre considerando sua história clínica, fatores de risco e necessidades individuais.”

Como funcionam os hormônios femininos

Os principais hormônios que regulam o organismo feminino são o estrogênio, a progesterona e a testosterona — esta última também está presente nas mulheres, embora em menores concentrações.

O estrogênio participa do desenvolvimento das características femininas, mantém a saúde da pele, dos ossos, da vagina, do sistema cardiovascular e contribui para o equilíbrio emocional. A progesterona atua principalmente na preparação do útero para uma possível gestação e no controle do ciclo menstrual. Já a testosterona está relacionada ao desejo sexual, à disposição, à força muscular e ao bem-estar.

Esses hormônios não permanecem estáveis durante toda a vida. Suas concentrações variam naturalmente conforme a fase reprodutiva e o envelhecimento.

Os ciclos hormonais ao longo da vida da mulher

A produção hormonal acompanha diferentes etapas da vida feminina.

Na puberdade, ocorre o início da produção mais intensa dos hormônios sexuais, promovendo o desenvolvimento físico e o início da capacidade reprodutiva.

Durante a fase reprodutiva, os hormônios variam mensalmente para permitir a ovulação e o ciclo menstrual. Essas oscilações são fisiológicas e podem influenciar humor, energia, sono e sintomas como tensão pré-menstrual.

A partir dos 40 anos, muitas mulheres entram na chamada transição menopausal ou climatério. Nesse período, a função dos ovários começa a diminuir gradativamente, tornando os ciclos menstruais irregulares e reduzindo a produção hormonal.

A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação. Nessa fase, ocorre uma queda importante, especialmente do estrogênio, podendo surgir sintomas como ondas de calor, suor noturno, alterações do sono, irritabilidade, ressecamento vaginal, diminuição da libido e perda progressiva de massa óssea.

Quando a reposição hormonal deve ser avaliada

Embora seja bastante conhecida por seu uso na menopausa, a reposição hormonal pode ser indicada em outras situações clínicas.

A avaliação médica é recomendada principalmente quando a paciente apresenta sintomas que comprometem sua qualidade de vida associados à deficiência hormonal, como:

  • ondas de calor intensas;
  • suor noturno;
  • insônia;
  • alterações de humor;
  • ressecamento e desconforto vaginal;
  • dor durante as relações sexuais;
  • redução importante da libido;
  • menopausa precoce;
  • insuficiência ovariana prematura;
  • perda acelerada de massa óssea relacionada à deficiência estrogênica.

A decisão pelo tratamento não depende apenas da idade. São considerados fatores como intensidade dos sintomas, histórico pessoal e familiar, risco cardiovascular, risco para trombose, histórico de câncer de mama ou de endométrio, doenças hepáticas e outras condições clínicas.

“A indicação da terapia hormonal é sempre individualizada. Não existe uma receita única. Antes de iniciar qualquer tratamento, realizamos uma avaliação completa da paciente, analisando benefícios, riscos, contraindicações e expectativas. A escolha deve ser compartilhada entre médica e paciente”, explica a Dra. Daniela Mazzafera.

Quais são os tipos de reposição hormonal

Atualmente existem diferentes formas de terapia hormonal, permitindo tratamentos personalizados de acordo com o perfil de cada mulher.

Entre as principais modalidades estão:

Reposição sistêmica

Indicada principalmente para mulheres com sintomas gerais da menopausa, como ondas de calor e alterações do sono. Pode ser realizada por via oral, transdérmica (adesivos ou géis) ou implantes, quando clinicamente indicados.

Reposição local

Utilizada principalmente para tratar sintomas geniturinários, como ressecamento vaginal, infecções urinárias recorrentes e dor nas relações sexuais. Geralmente utiliza baixas doses de estrogênio na forma de cremes, comprimidos ou anéis vaginais.

Estrogênio isolado ou combinado

Mulheres que já retiraram o útero podem utilizar apenas estrogênio, quando indicado. Já aquelas que mantêm o útero geralmente necessitam associar progesterona para proteger o endométrio.

Cada esquema terapêutico é definido após avaliação médica individual.

Toda mulher precisa fazer reposição?

A resposta é não!

Nem todas as mulheres apresentam sintomas importantes durante o climatério ou menopausa. Muitas atravessam essa fase com poucos desconfortos e podem adotar apenas medidas relacionadas ao estilo de vida.

Além disso, existem situações em que a terapia hormonal pode não ser recomendada, como em pacientes com determinados tipos de câncer sensíveis aos hormônios, histórico de trombose, doenças hepáticas graves ou sangramento uterino sem diagnóstico definido.

Nesses casos, existem alternativas não hormonais para aliviar sintomas específicos.

A importância da avaliação médica

Nos últimos anos, a terapia hormonal voltou a ser discutida com mais equilíbrio pela comunidade científica. Estudos mais recentes mostram que, quando indicada corretamente, iniciada no momento adequado e acompanhada por profissionais capacitados, ela apresenta benefícios importantes para muitas mulheres.

Ainda assim, especialistas reforçam que automedicação, uso de hormônios sem acompanhamento ou tratamentos divulgados como soluções universais podem representar riscos à saúde.

“A reposição hormonal deve ser vista como parte de um cuidado integral com a saúde feminina. Mais do que tratar sintomas, buscamos promover qualidade de vida, sempre com segurança, acompanhamento contínuo e decisões baseadas nas melhores evidências científicas disponíveis”, conclui Daniela Mazzafera.

Sobre a médica

Dra. Daniela Mazzafera é médica formada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, com residência em Ginecologia e Mastologia pela Fundação Monte Tabor – Hospital São Rafael e fellowship em Obstetrícia pela Santa Casa de Misericórdia da Bahia – Hospital Santa Isabel.

Com ampla experiência no atendimento de adolescentes, atua especialmente na transição da puberdade, iniciação sexual e saúde infantojuvenil, com uma abordagem empática e linguagem acessível ao público jovem. Também possui experiência na área de lipedema, tendo participado do I Congresso Brasileiro de Lipedema.

Atualmente, dedica-se ainda às questões relacionadas ao climatério e à menopausa, com uma abordagem psicossocial e visão integrativa da saúde da mulher.

Sobre o CEPARH

O Centro Médico Elsimar Coutinho Day Hospital (CEPARH) é uma instituição com mais de 40 anos de atuação dedicada à saúde integral da mulher e do homem, com destaque para Planejamento Familiar e saúde reprodutiva. Reconhecido nacional e internacionalmente, alia atendimento humanizado à excelência científica, desenvolvendo pesquisas em métodos contraceptivos, terapias hormonais e técnicas cirúrgicas minimamente invasivas.

Com estrutura moderna que inclui ambulatórios, laboratórios, centro cirúrgico e Day Hospital, o CEPARH oferece acompanhamento multidisciplinar, exames e procedimentos especializados, atendendo pacientes particulares e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Sua missão é transformar vidas por meio da ciência, da inovação e do cuidado.



Fonte: Clique aqui

COMMENTS

WORDPRESS: 0
DISQUS: