A possível saída de mais um fundador do PT na Bahia aprofunda o que já é visto nos bastidores como uma debandada histórica da legenda no estado. O
A possível saída de mais um fundador do PT na Bahia aprofunda o que já é visto nos bastidores como uma debandada histórica da legenda no estado. O ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (ex-PT), deve se filiar ao PSOL nos próximos dias.
A movimentação ocorre logo após a saída da ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, que deixou o PT rumo ao MDB, intensificando a crise interna da sigla na Bahia.
Debandada histórica no PT baiano
Nos bastidores políticos e entre lideranças da esquerda, o movimento já é tratado como um esvaziamento significativo do PT no estado, com quadros históricos abandonando o partido após décadas de militância.
Geraldo Simões é um dos nomes mais simbólicos desse processo. Fundador do PT na Bahia, ele construiu uma trajetória de mais de 46 anos, ocupando cargos como deputado estadual, deputado federal, secretário de Estado e prefeito de Itabuna.
A eventual filiação ao PSOL marca sua primeira mudança partidária desde a fundação da legenda.
Aprovação no PSOL
A Executiva Estadual do PSOL na Bahia já aprovou a entrada de Geraldo Simões. Segundo Davidson Brito, dirigente estadual e presidente do partido em Itabuna, a filiação representa um reforço estratégico.
“A vinda de Geraldo Simões será um marco de reafirmação do PSOL como alternativa política na Bahia”, afirmou.
A entrada do ex-petista conta com respaldo das direções estadual e nacional da legenda.
Ao comentar a possível filiação, Geraldo destacou alinhamento com pautas defendidas pelo PSOL, como o combate à extrema-direita e a agenda trabalhista.
“Sou um homem de esquerda, não me vejo fora desse campo”, declarou.
Ele também citou o apoio do PSOL à reeleição do presidente Lula da Silva (PT) como um fator de convergência política. A tendência é que ele concorra a deputado federal, buscando retornar à Câmara.
Na Bahia, o PSOL já articula candidaturas próprias, com nomes como Ronaldo Mansur ao governo e Professora Delliana ao Senado.
A saída de figuras históricas como Moema Gramacho e, possivelmente, Geraldo Simões, sinaliza uma reconfiguração relevante no campo da esquerda baiana.
O movimento expõe fissuras internas no PT e abre espaço para o crescimento de outras legendas, como o PSOL, que tenta se consolidar como alternativa política no estado.
Sinal de alerta para o PT
A perda consecutiva de lideranças históricas acende um alerta dentro do PT na Bahia, tradicionalmente um dos principais redutos da sigla no país.
Com a debandada em curso, o partido enfrenta o desafio de recompor quadros e manter sua influência em um cenário político cada vez mais fragmentado às vésperas das eleições de 2026.


COMMENTS