Após perder espaço político nos últimos anos, o PSDB iniciou um movimento de reconstrução no Nordeste e já colhe os primeiros resultados com a cheg
Após perder espaço político nos últimos anos, o PSDB iniciou um movimento de reconstrução no Nordeste e já colhe os primeiros resultados com a chegada de lideranças de peso para a disputa eleitoral de 2026.
A estratégia ganhou força após a saída da governadora Raquel Lyra, de Pernambuco, que deixou a legenda em 2025 para se filiar ao PSD, deixando o partido sem chefes de Executivo estadual na região.
Novos nomes reposicionam o partido
Entre os principais reforços estão o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, que deixou o PDT e se filiou ao PSDB em 2025, e o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido como JHC, que migrou do PL.
Ambos são apontados como pré-candidatos aos governos de seus estados e já aparecem bem posicionados em levantamentos eleitorais, sinalizando uma possível retomada de protagonismo tucano na região.
A filiação de JHC foi celebrada pelo presidente nacional do partido, Aécio Neves, que classificou o movimento como estratégico para fortalecer o PSDB no Nordeste.
Lideranças históricas articulam renovação
A reorganização do partido contou com o aval de figuras históricas do tucanato. No Ceará, o ex-governador e ex-senador Tasso Jereissati abriu espaço para Ciro Gomes assumir protagonismo local.
Em Alagoas, o ex-governador Teotonio Vilela Filho teve papel central na articulação que levou JHC ao comando da legenda no estado.
A estratégia é clara, renovar quadros sem romper com o legado político que consolidou o partido ao longo das últimas décadas.
Expansão avança em outros estados
Além de Ceará e Alagoas, o PSDB também ampliou sua presença no Maranhão com a filiação do deputado federal Juscelino Filho, ex-ministro do governo Lula da Silva (PT).
No Ceará, a legenda também negocia a entrada de deputados estaduais e prefeitos, além da possível filiação do deputado federal Danilo Forte.
Já em Maceió, o partido atrai vereadores da base de JHC, fortalecendo sua estrutura municipal e ampliando capilaridade eleitoral.
Estratégia mira reconstrução e bancada federal
Mesmo sem governadores e com apenas três senadores no país, o PSDB busca se reposicionar como alternativa de centro-direita no cenário nacional.
Para a cientista política Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas, o movimento liderado por Aécio Neves indica uma tentativa de reconstrução estratégica.
Segundo ela, o objetivo central não é apenas conquistar governos estaduais, mas ampliar a bancada federal e recuperar relevância política.
Nordeste como espaço estratégico
O Nordeste surge como terreno favorável para essa rearticulação, especialmente por abrigar uma direita mais moderada, com maior capacidade de diálogo com diferentes campos políticos.
Esse perfil facilita alianças e amplia o espaço para candidaturas competitivas, em contraste com regiões onde a polarização ideológica é mais acentuada.


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