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PSDB discute lançar Aécio Neves ao Planalto após desgaste de Flávio Bolsonaro

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O PSDB voltou a discutir a possibilidade de ter candidatura própria à Presidência da República em 2026 e avalia apresentar o nome do deputado feder

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O PSDB voltou a discutir a possibilidade de ter candidatura própria à Presidência da República em 2026 e avalia apresentar o nome do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) como pré-candidato ao Palácio do Planalto. A movimentação ganhou força após aliados do partido enxergarem desgaste político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que enfrenta repercussão negativa após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A discussão será feita formalmente na próxima semana durante reunião da federação PSDB-Cidadania. O encontro foi solicitado pelo ex-presidente do Cidadania, Roberto Freire, e deve reunir dirigentes das duas siglas para avaliar o cenário eleitoral nacional.

Nos bastidores, lideranças partidárias defendem que existe espaço para uma candidatura de centro na oposição ao presidente Lula da Silva (PT). Na avaliação de integrantes da federação, o ambiente político abriu margem para a construção de um nome alternativo fora da polarização entre petistas e bolsonaristas.

Na última terça-feira, Aécio recebeu em Brasília o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, além do presidente do Cidadania, Alex Manente. Segundo aliados do deputado mineiro, os dirigentes pediram que ele aceitasse disputar a Presidência da República em 2026.

O grupo político favorável à candidatura acredita que o cenário de desgaste enfrentado por Flávio Bolsonaro pode favorecer nomes considerados mais moderados dentro do campo oposicionista. A avaliação interna é de que a crise envolvendo o senador tende a aumentar nos próximos meses, abrindo espaço para uma alternativa de centro-direita.

Antes disso, o PSDB avaliava apoiar uma eventual candidatura presidencial de Ciro Gomes (PSDB), mas o ex-governador anunciou recentemente que pretende disputar novamente o governo do Ceará. Após a decisão, Aécio afirmou que o partido continuaria debatendo a possibilidade de lançar um nome próprio ao Planalto.

Aécio Neves foi o último candidato tucano a chegar competitivo ao segundo turno presidencial. Em 2014, ele disputou a Presidência contra a então presidente Dilma Rousseff (PT) em uma das eleições mais apertadas da história recente do país.

Durante a apuração daquele pleito, Aécio liderou boa parte da contagem dos votos e só foi ultrapassado por Dilma quando cerca de 89% das urnas já haviam sido totalizadas. A petista terminou reeleita com 51,64% dos votos válidos, contra 48,36% do tucano.

Desde 2018, porém, o PSDB perdeu protagonismo nacional. Na eleição daquele ano, Geraldo Alckmin terminou apenas na quarta colocação. Já em 2022, pela primeira vez desde a fundação do partido, a legenda não lançou candidato próprio à Presidência da República.





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