Os principais candidatos à Presidência da República já declararam R$ 151 milhões em despesas de campanha para o primeiro turno das eleições de 2026
Os principais candidatos à Presidência da República já declararam R$ 151 milhões em despesas de campanha para o primeiro turno das eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até esta quinta-feira (17). A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro.
O presidente Lula (PT) aparece com o maior volume de despesas, R$ 65 milhões, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com R$ 55 milhões. Na sequência estão Ronaldo Caiado (PSD-GO), com R$ 24 milhões, Romeu Zema (Novo-MG), com R$ 4,1 milhões, Renan Santos (Missão), com R$ 1,2 milhão, e Augusto Cury (Avante), com R$ 265 mil.
Somados, Lula e Flávio respondem por aproximadamente 80% dos R$ 151 milhões declarados pelos seis candidatos.
Os dados fazem parte da prestação parcial de contas do DivulgaCand, plataforma oficial da Justiça Eleitoral. As informações correspondem às movimentações registradas entre 16 de agosto e 8 de setembro, cujo prazo de envio terminou em 13 de setembro.
Marketing e comunicação concentram despesas
Na campanha de Lula, a maior despesa individual é um contrato de R$ 31 milhões com a Delta3 Comunicação, destinado a serviços especializados de comunicação e marketing. Outros R$ 4,2 milhões foram declarados para a Log Produções & Filmes.
A campanha também informou R$ 2,7 milhões em publicidade impressa e adesivos e cerca de R$ 2,6 milhões em impulsionamento de conteúdo nas plataformas digitais.
Os serviços jurídicos somam aproximadamente R$ 4 milhões, enquanto pesquisas eleitorais internas receberam R$ 1,5 milhão e a organização de eventos, R$ 1,2 milhão.
Na campanha de Flávio, o maior gasto declarado, de R$ 13,1 milhões, corresponde a serviços de planejamento estratégico e marketing político. Outros R$ 5 milhões foram destinados à Paranoá Digital para planejamento digital.
A campanha também declarou R$ 3,7 milhões para a criação de um canal no YouTube com programação contínua, R$ 3,6 milhões para assessoria de imprensa e R$ 3,4 milhões para uma segunda empresa de comunicação.
Viagens e publicidade
As prestações de contas mostram que a campanha presidencial combina despesas digitais com formas tradicionais de divulgação. Cartazes, adesivos, bandeiras e outros materiais impressos continuam entre os gastos registrados.
Flávio declarou ainda R$ 2,2 milhões em fretamento de aeronaves, além de R$ 2 milhões na produção de materiais de campanha.
Ronaldo Caiado informou R$ 24,2 milhões em despesas. Desse total, R$ 20 milhões foram destinados à Épos Brasil para planejamento de marketing digital e produção de propaganda eleitoral para rádio e televisão. A campanha também declarou R$ 1,1 milhão em transporte aéreo.
Gastos dos demais candidatos
Romeu Zema declarou R$ 4,1 milhões, concentrados principalmente em marketing digital, produção audiovisual e comunicação. Entre as despesas estão R$ 930 mil em consultoria e produção de marketing digital e R$ 450 mil em coordenação de comunicação.
Renan Santos informou R$ 1,2 milhão, com destaque para materiais gráficos, publicidade impressa e impulsionamento nas redes sociais.
Augusto Cury declarou R$ 265 mil, dos quais R$ 120 mil foram destinados ao Facebook. Também aparecem despesas com produção audiovisual, logística, comunicação e hospedagem.
Limite de gastos
Para 2026, o TSE estabeleceu R$ 88,9 milhões como limite de gastos de cada candidato à Presidência no primeiro turno. Em caso de segundo turno, o teto adicional corresponde a 50% do limite da primeira etapa, chegando a aproximadamente R$ 44,5 milhões. Assim, um candidato que dispute os dois turnos poderá gastar até cerca de R$ 133,4 milhões.
As prestações apresentadas agora são parciais. A prestação final deverá ser entregue à Justiça Eleitoral após o encerramento da eleição, conforme as regras estabelecidas pelo TSE.


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