A cúpula do Partido Liberal (PL) trabalha nos bastidores para consolidar uma estratégia eleitoral considerada prioritária no Distrito Federal: uma
A cúpula do Partido Liberal (PL) trabalha nos bastidores para consolidar uma estratégia eleitoral considerada prioritária no Distrito Federal: uma dobradinha feminina ao Senado com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
A expectativa interna é que Michelle anuncie oficialmente sua candidatura ao Senado após o Carnaval, reforçando a chapa e atuando como principal cabo eleitoral de Bia Kicis, que já lançou pré-candidatura ao cargo.
Estratégia mira força eleitoral feminina e evangélica
A aposta da legenda é unir dois perfis considerados complementares. Michelle carrega forte apelo popular entre o eleitorado conservador, especialmente evangélico, além de apresentar baixa rejeição em levantamentos internos do partido. Já Bia Kicis mantém bom desempenho nas classes A e B, mas busca ampliar penetração nas camadas de menor renda.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que as mulheres representam 52,47% do eleitorado brasileiro — fator que reforça a estratégia de uma chapa totalmente feminina.
Nos bastidores, a movimentação é vista como um gesto político do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que passou a tratar Bia Kicis como prioridade na disputa. Aliados relatam que ele se refere à deputada como “minha senadora”, sinalizando o grau de comprometimento da direção partidária.
Cenário político no DF influencia articulação
Inicialmente, o PL avaliava compor com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para uma das vagas ao Senado. No entanto, o cenário político envolvendo o nome do governador levou o partido a agir com mais cautela e a fortalecer um projeto próprio.
Com isso, a dobradinha Michelle-Kicis ganhou força e passou a ser tratada como prioridade na estratégia regional.
Flávio Bolsonaro busca vice mulher para o Planalto
No plano nacional, o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato do PL à Presidência da República, também discute a formação de uma chapa com perfil feminino para a vice.
Entre os nomes avaliados está o da senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura. A busca por uma mulher como vice é vista como tentativa de ampliar diálogo e reduzir resistências eleitorais.
Novo perfil em construção
Dirigentes do PL destacam diferenças de estilo entre Flávio e seu pai, Jair Bolsonaro. Segundo integrantes do partido, o senador tem perfil mais conciliador e aberto ao diálogo, característica considerada estratégica para ampliar alianças e reduzir barreiras políticas.
A montagem das chapas para 2026 deve se intensificar nos próximos meses, e o Distrito Federal aparece como uma das principais vitrines da estratégia eleitoral do PL. A aposta na força do eleitorado feminino e conservador pode redefinir o cenário da disputa ao Senado na capital do país.


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