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PF suspeita que Sóstenes tentou justificar R$ 470 mil apreendidos com documento produzido após operação

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A Polícia Federal apontou indícios de que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) pode ter tentado criar uma justificativa posterior para ex

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A Polícia Federal apontou indícios de que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) pode ter tentado criar uma justificativa posterior para explicar a origem de quase R$ 470 mil em dinheiro vivo apreendidos em sua residência. A suspeita consta em documentos da investigação que embasaram a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Galho Fraco II, deflagrada nesta quarta-feira. A informação foi divulgada pela revista Veja.

Segundo a Polícia Federal, a versão apresentada pelo parlamentar, de que os recursos seriam provenientes da venda de um imóvel, não convenceu os investigadores. Isso porque a comunicação da negociação ao cartório foi realizada apenas depois da apreensão do dinheiro, circunstância considerada suspeita pela corporação.

No relatório encaminhado à Justiça, a PF afirma que a sequência dos fatos “sugere uma possível tentativa de fabricar um lastro retroativo para conferir aparência de licitude ao montante localizado”. Para os investigadores, a documentação apresentada posteriormente pode ter sido utilizada para tentar justificar a origem dos valores encontrados durante as diligências.

Além da cronologia da negociação imobiliária, a Polícia Federal também levantou dúvidas sobre a capacidade financeira do comprador do imóvel. Conforme a investigação, a análise do histórico bancário identificou movimentações consideradas atípicas e repasses de recursos classificados como suspeitos, o que reforçou a necessidade de aprofundamento das apurações.

A nova fase da Operação Rent a Car tem como objetivo esclarecer a origem dos recursos apreendidos e verificar se houve tentativa de ocultar ou dar aparência de legalidade a valores que estão sob investigação. Os investigadores também apuram possíveis crimes relacionados à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio.

Até o momento, Sóstenes Cavalcante sustenta que o dinheiro apreendido tem origem lícita e decorre da venda do imóvel. A defesa do deputado nega qualquer irregularidade e afirma que a transação foi realizada dentro da legalidade.

A investigação segue em andamento, e a Polícia Federal continuará analisando documentos, registros financeiros e demais elementos reunidos durante a operação antes da conclusão do inquérito.





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