A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Commodity, uma ofensiva contra uma organização criminosa investigada por
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Commodity, uma ofensiva contra uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro em larga escala. A ação resultou na prisão de nove suspeitos, no cumprimento de dezenas de mandados judiciais e na morte de um investigado que, segundo a corporação, reagiu à abordagem com disparos contra os agentes.
A investigação aponta que o grupo mantinha ligação com as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), utilizando uma sofisticada estrutura logística e financeira para exportar cocaína à Europa e ocultar patrimônio por meio de empresas de fachada, holdings, criptoativos e imóveis de alto padrão.
Justiça bloqueia R$ 1 bilhão em bens
Por determinação judicial, a Polícia Federal cumpriu medidas cautelares contra pessoas físicas e jurídicas investigadas, incluindo o sequestro de ativos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 1 bilhão.
Segundo a PF, a operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico internacional de drogas e na lavagem de capitais em grande escala.
A base operacional da investigação está no Rio de Janeiro, mas a ofensiva mobilizou equipes em quatro estados brasileiros.
Suspeito morre após confronto com policiais
Durante o cumprimento dos mandados em Igaratá, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, um dos alvos reagiu à abordagem efetuando disparos contra os policiais federais.
Conforme informou a Polícia Federal, houve revide, o suspeito foi atingido, recebeu atendimento médico no local, mas não resistiu aos ferimentos. Nenhum agente de segurança ficou ferido durante a ação.
Cocaína era escondida em cargas de exportação
As investigações revelaram que a organização criminosa utilizava uma complexa estrutura logística para enviar cocaína ao mercado europeu desde 2021.
De acordo com a PF, aproximadamente 6,5 toneladas de cocaína foram exportadas para diversos países da Europa utilizando contêineres marítimos.
Para tentar driblar a fiscalização alfandegária, os investigados ocultavam a droga em sacas de café, cimento, argamassa e também utilizavam métodos químicos para diluir cocaína em garrafas de refrigerante, dificultando a identificação da substância ilícita.
Esquema utilizava empresas de fachada e criptoativos
Além da estrutura logística, a investigação identificou um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Federal, o grupo movimentava recursos bilionários por meio de empresas de fachada, companhias emissoras de notas fiscais fraudulentas, holdings patrimoniais, operadores de criptoativos, conhecidos como “cripto-doleiros”, além da aquisição de imóveis de luxo e outros bens de alto valor para ocultar a origem dos recursos provenientes do tráfico internacional.
Operação mobilizou quatro estados
A Operação Commodity foi realizada no âmbito da Missão Redentor II e contou com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) dos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.
Investigados responderão por tráfico e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo das investigações.
Para a corporação, a operação representa mais um avanço no combate às organizações criminosas que utilizam rotas internacionais, estruturas empresariais e mecanismos financeiros sofisticados para abastecer o mercado europeu de drogas e ocultar recursos obtidos com atividades ilícitas.


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