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PF ganha protagonismo nesta eleição com investigações sobre Lula e Flávio

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A Polícia Federal ganhou novo protagonismo na corrida presidencial de 2026 ao assumir uma posição central em investigações que atingem os dois prin

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A Polícia Federal ganhou novo protagonismo na corrida presidencial de 2026 ao assumir uma posição central em investigações que atingem os dois principais campos da disputa eleitoral. De um lado, apurações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, colocam sob pressão o entorno do presidente Lula da Silva (PT). De outro, a investigação sobre o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, amplia o escrutínio sobre o grupo ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O novo capítulo surgiu nesta segunda-feira (24), após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar o compartilhamento com a PF dos dados obtidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação envolvendo a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa sobre o ex-presidente.

A Polícia Civil paulista investiga possíveis irregularidades em um contrato entre o Instituto Conhecer Brasil, ligado à empresária Karina Ferreira da Gama, e a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de Wi-Fi. A investigação federal, porém, tem alcance diferente e busca verificar se houve utilização irregular de emendas parlamentares no financiamento do filme.

PF amplia investigação sobre o filme de Bolsonaro

A decisão de Dino permite que os investigadores federais tenham acesso a informações e materiais apreendidos na operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo contra empresas relacionadas a Karina Gama.

A apuração federal busca esclarecer a origem dos recursos utilizados no projeto cinematográfico e verificar se dinheiro de emendas parlamentares teve alguma relação com a produção de “Dark Horse”. A PF já havia aberto inquérito específico para investigar possíveis irregularidades envolvendo recursos destinados ao filme.

O caso ganhou dimensão política porque a produção recebeu recursos privados associados ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo levantamento divulgado anteriormente, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para o projeto. Flávio reconheceu ter procurado o empresário para obter financiamento, mas nega qualquer irregularidade e afirma que não houve utilização de dinheiro público na produção.

A investigação, portanto, ainda não concluiu que recursos públicos tenham sido utilizados para financiar o longa. O objetivo da PF é justamente esclarecer a origem e o destino dos valores.

Investigação paulista começou com contrato de Wi-Fi

A origem do caso está em uma investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura da capital e o Instituto Conhecer Brasil para implantação de pontos de internet.

A operação realizada em junho teve como alvo empresas ligadas à empresária Karina Gama, que também está à frente da produtora do filme. A polícia paulista apura suspeitas de fraude em contrato administrativo, frustração do caráter competitivo de licitação e emprego irregular de recursos públicos.

A investigação federal possui outro foco. Ao acessar os dados apreendidos na operação paulista, a PF pretende cruzar informações para verificar se houve conexão entre recursos públicos, emendas parlamentares e o financiamento do filme.

Entre os parlamentares que aparecem relacionados a repasses para entidades ligadas à empresária está Mário Frias (PL-SP), que destinou R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil. O parlamentar afirma que os recursos não foram utilizados na produção do longa.

Caso Lulinha também pressiona o governo Lula

Enquanto o núcleo ligado a Flávio Bolsonaro enfrenta a ampliação da investigação sobre “Dark Horse”, a PF também mantém apurações envolvendo Lulinha.

Fábio Luís Lula da Silva é investigado em três inquéritos relacionados a suspeitas de tráfico de influência. Uma das frentes apura possíveis intermediações envolvendo empresas e órgãos do governo federal, enquanto outra investiga relações com negócios de empresários ligados ao escândalo de fraudes no INSS.

Mensagens obtidas pelos investigadores também colocaram a empresária Roberta Luchsinger no centro das apurações. Segundo a PF, diálogos analisados indicam possíveis pedidos de intermediação junto a órgãos públicos e pagamentos relacionados a despesas de Lulinha.

A defesa do filho do presidente nega irregularidades e afirma que as investigações não encontraram dinheiro dessas empresas em suas contas.

Polícia Federal entra no centro da disputa eleitoral

A sucessão presidencial transforma as investigações em um elemento cada vez mais presente no debate político. O grupo de Lula enfrenta a pressão provocada pelas apurações envolvendo seu filho, enquanto o campo bolsonarista precisa responder às dúvidas levantadas em torno do financiamento do filme “Dark Horse”.

A situação coloca a Polícia Federal no centro de um cenário eleitoral marcado por disputas judiciais e investigações que alcançam integrantes dos dois principais grupos políticos.

A Folha de S.Paulo apontou que os casos Master, Dark Horse, INSS e Lulinha passaram a atravessar diretamente a campanha presidencial de 2026, com acusações de ambos os lados sobre a atuação das instituições e sobre supostos vazamentos de informações.

Investigações ainda não definem responsabilidade

Apesar da forte repercussão política, nenhuma das investigações citadas representa, por si só, uma conclusão de culpa dos investigados.

No caso “Dark Horse”, a PF ainda precisa esclarecer se houve utilização irregular de emendas parlamentares ou de outros recursos públicos para financiar a produção. Já nas investigações relacionadas a Lulinha, os investigadores continuam analisando mensagens, movimentações financeiras e possíveis relações com empresários e agentes públicos.





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