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Pesquisa Datafolha é impactada por operação da PF contra Jaques Wagner durante coleta de dados

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A nova pesquisa Datafolha, que começou a ser realizada na quarta-feira (17) e será divulgada a partir desta sexta-feira (19) chega em meio a um cen

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A nova pesquisa Datafolha, que começou a ser realizada na quarta-feira (17) e será divulgada a partir desta sexta-feira (19) chega em meio a um cenário de forte repercussão política. A coleta das entrevistas coincidiu com a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

A operação foi deflagrada na quinta-feira (18) enquanto entrevistadores do instituto já estavam em campo ouvindo eleitores em todo o país. Como pesquisas de opinião registram a percepção do eleitorado no momento da entrevista, especialistas apontam que acontecimentos de grande repercussão durante o período de coleta podem influenciar parte das respostas e dificultar a comparação entre os diferentes dias do levantamento.

A situação lembra o ocorrido em maio, quando outra pesquisa nacional do Datafolha foi realizada durante a repercussão do caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master. Na ocasião, a divulgação de áudios atribuídos ao parlamentar alterou o foco do debate político durante a realização das entrevistas. Diante da repercussão, o instituto voltou a campo na semana seguinte para medir os possíveis reflexos do episódio.

Após aquele caso, diferentes levantamentos de opinião, como AtlasIntel, Quaest, BTG/Nexus, CNT/MDA e Real Time Big Data, passaram a registrar crescimento da vantagem do presidente Lula da Silva (PT) nas simulações de primeiro e segundo turno. Pesquisa Quaest também apontou aumento da rejeição a Flávio Bolsonaro e indicou que 65% dos entrevistados consideraram inadequado o pedido de recursos ao empresário Daniel Vorcaro.

Embora analistas ressaltem que não seja possível atribuir mudanças eleitorais exclusivamente a um único acontecimento, há consenso de que fatos políticos de grande repercussão podem influenciar a opinião pública quando ocorrem durante o período de entrevistas.

Neste novo levantamento, a operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner passou a dominar o noticiário nacional justamente no segundo dia da coleta. A investigação abriu uma nova frente de disputa política entre governo e oposição, ampliando o debate sobre possíveis reflexos eleitorais das investigações.

Além das intenções de voto para a Presidência da República, o Datafolha avaliará os índices de aprovação e reprovação do governo federal, a rejeição dos principais pré-candidatos, a percepção dos eleitores sobre economia, segurança pública e comportamento eleitoral. O questionário também inclui perguntas sobre o possível impacto político de manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas ao cenário brasileiro.

Os levantamentos mais recentes indicam vantagem de Lula nas principais simulações. Na pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta semana, o presidente aparece com 49,3% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 36,8% de Flávio Bolsonaro. Já a BTG/Nexus registra 49% para Lula e 43% para o senador. No primeiro turno, a CNT/MDA aponta 41,8% para Lula e 28,2% para Flávio Bolsonaro, enquanto a BTG/Nexus mostra 42% e 33%, respectivamente.

Como parte das entrevistas foi realizada antes da ampla divulgação da operação da Polícia Federal e outra parte ocorreu após a repercussão do caso, analistas avaliam que o levantamento poderá refletir um momento de transição na percepção do eleitorado. Dessa forma, os resultados poderão captar tanto tendências mais consolidadas da corrida presidencial quanto os primeiros efeitos políticos provocados pelo novo capítulo das investigações envolvendo Jaques Wagner. Ou seja, só uma parte irá refletir a operação da PF contra líder do governo Lula, pois a maioria ainda desconhecem a ação de ontem.





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