O ex-governador e ex-senador do Rio Grande do Sul Pedro Simon (MDB), de 96 anos, fez duras críticas ao atual cenário político brasileiro e ao minis
O ex-governador e ex-senador do Rio Grande do Sul Pedro Simon (MDB), de 96 anos, fez duras críticas ao atual cenário político brasileiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em entrevista exibida pela Ulbra TV na última quinta-feira (12), o veterano político afirmou que o magistrado “não ficaria mal na cadeia”.
Durante a conversa, Simon afirmou que o país enfrenta uma grave crise institucional e declarou que o Brasil atravessa “a página mais triste da sua história”.
Críticas ao STF
Ao comentar o papel do Judiciário no atual cenário político, o ex-senador disse que o Supremo sempre foi uma instituição respeitada, mas que, na avaliação dele, o momento atual levanta questionamentos.
“É a página mais triste da história do Brasil. Eu não sei como chegamos a esse ponto. A gente sempre tinha um respeito pelo Supremo, não era excepcional, mas era digno de respeito. Mas agora, esse ministro Alexandre… Não ficaria mal na cadeia”, declarou Pedro Simon durante a entrevista.
Assista (2h35m do vídeo abaixo inicia entrevista):
A fala repercutiu nas redes sociais e em círculos políticos, ampliando o debate sobre o papel do Judiciário e as tensões institucionais no país.
Críticas ao governo Lula
Além das críticas ao Supremo, o ex-senador também direcionou questionamentos ao governo do presidente Lula da Silva (PT).
Segundo Simon, os ministérios do atual governo não demonstram capacidade de ação diante dos desafios enfrentados pelo país.
“O Lula vai levando. Vai levando por aqui […] os problemas que aparecem e desaparecem. Nós estamos vivendo em uma crise permanente, e o Lula faz parte dela”, afirmou.
Trajetória política
Natural de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, Pedro Simon construiu uma das carreiras políticas mais longevas do país.
Ele foi eleito deputado federal em 1962, permanecendo no cargo até 1979. Em 1965, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido ao qual permaneceu vinculado por décadas.
Simon também ocupou cargos importantes no Executivo. Entre 1985 e 1986, foi ministro da Agricultura no governo de José Sarney, também do MDB. Posteriormente, governou o Rio Grande do Sul entre 1987 e 1990.
No Congresso Nacional, exerceu quatro mandatos como senador, permanecendo no cargo até 2015, quando decidiu se afastar da vida pública.
Posição nas eleições recentes
Mesmo fora da política ativa, Simon continuou se manifestando sobre o cenário nacional. Nas eleições presidenciais de 2022, ele apoiou a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) como alternativa de terceira via.
Na época, criticou setores do MDB em 2022 que defendiam apoio à candidatura de Lula, afirmando que a decisão deixava uma marca “triste e dolorosa” no partido.


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