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Pagamentos do Banco Master a políticos de diferentes correntes acendem alerta no mercado financeiro

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Pagamentos realizados pelo Banco Master a políticos, ex-ministros e dirigentes partidários de diferentes espectros ideológicos têm chamado atenção

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Pagamentos realizados pelo Banco Master a políticos, ex-ministros e dirigentes partidários de diferentes espectros ideológicos têm chamado atenção de executivos do setor financeiro, que classificam os valores como atípicos para o padrão de mercado. As informações constam em documentos enviados à Receita Federal e revelados pelo jornal O Globo.

Entre 2023 e 2025, a instituição financeira declarou cerca de R$ 65,8 milhões em repasses a figuras públicas, em contratos de prestação de serviços. O volume e a abrangência dos beneficiários, que vão da esquerda à direita, são apontados como fatores fora do padrão, especialmente considerando o porte médio do banco.

Os dados incluem pagamentos a empresas ligadas ao ex-presidente Michel Temer, ao ex-ministro Henrique Meirelles e ao ex-ministro Guido Mantega, além de repasses a nomes que ocuparam cargos estratégicos em diferentes governos. Também aparecem registros envolvendo o ex-ministro Ronaldo Bento, o ex-ministro Ricardo Lewandowski e o ex-secretário Ricardo Wajngarten.

Outro ponto que gerou repercussão foi a informação de repasses que somariam cerca de R$ 80 milhões, em dois anos, para o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Além dos contratos individuais, o próprio balanço do banco reforça o volume expressivo de despesas com serviços técnicos especializados. Em 2024, foram declarados mais de R$ 580 milhões nessa rubrica, alta significativa em relação ao ano anterior. No acumulado de dois anos, o valor ultrapassa R$ 915 milhões, patamar muito acima de instituições comparáveis, como o BRB.

Especialistas ouvidos sob reserva destacam que a contratação de consultorias, inclusive de profissionais com experiência nos Três Poderes, é prática comum no setor bancário. No entanto, ponderam que a combinação de valores elevados, diversidade de perfis políticos e volume de contratos coloca o caso do Master sob escrutínio diferenciado.

Ainda segundo esses interlocutores, embora não haja ilegalidade presumida, operações desse tipo costumam ser analisadas com cautela pelo mercado, sobretudo quando envolvem figuras com influência institucional, já que podem atuar tanto na interpretação de políticas públicas quanto na interlocução com ambientes decisórios.

O episódio amplia o debate sobre transparência, governança e os limites da relação entre instituições financeiras e agentes políticos em um ambiente de crescente vigilância regulatória.





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