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os planos de Flávio para explorar crise até o primeiro turno da campanha

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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu ampliar o uso da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) como tema central de sua comunicação nas seman

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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu ampliar o uso da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) como tema central de sua comunicação nas semanas que antecedem o primeiro turno. A estratégia busca associar politicamente o presidente Lula da Silva (PT) ao ministro Alexandre de Moraes e, mais recentemente, também ao ministro Flávio Dino.

A movimentação ganhou força após a sessão do STF de 15 de setembro, quando Dino pediu vista e interrompeu a análise sobre a possibilidade de abertura de investigação envolvendo Moraes. O julgamento terminou sem uma decisão definitiva, mantendo o caso no centro do debate político.

Associação entre Lula e Moraes

A campanha passou a trabalhar com a expressão “Lula de Moraes”, numa tentativa de fundir as imagens do presidente e do ministro na comunicação eleitoral. A associação já havia aparecido anteriormente e foi reforçada por Flávio durante sua agenda no Ceará.

“Quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, declarou o candidato. Em outra manifestação, afirmou que, sem os “ministros do Lula” no Supremo, a democracia e o Judiciário viveriam outra situação.

A estratégia também prevê a utilização de imagens, declarações e episódios públicos envolvendo Lula e Moraes. Segundo apuração da CNN Brasil, esse movimento já vinha sendo preparado pela campanha desde o início de setembro.

Flávio Dino entra na ofensiva

O pedido de vista de Dino acrescentou um novo personagem à comunicação eleitoral. A campanha passou a criticá-lo ao lado de Moraes, destacando que o ministro foi titular da Justiça no governo Lula antes de chegar ao Supremo.

Flávio também afirmou que pretende indicar novos ministros para a Corte caso seja eleito. Em agenda no Ceará, disse que poderá fazer cinco indicações ao STF ao longo do mandato, considerando possíveis aposentadorias e outros desdobramentos.

A interpretação de que ministros do Supremo estariam atuando para proteger Moraes é uma avaliação da campanha de Flávio. No julgamento, ministros apresentaram argumentos jurídicos e processuais para justificar seus votos, e o pedido de vista de Dino interrompeu a análise antes de uma conclusão definitiva.

Tema já chegou à propaganda eleitoral

A ofensiva deixou de estar restrita aos discursos e às redes sociais. A campanha já utilizou o horário eleitoral para apresentar Flávio como crítico da atual configuração do Supremo e relacionar a atuação da Corte ao governo federal.

O movimento ocorre enquanto Lula tenta estabelecer uma separação entre sua gestão e Moraes. Em entrevista nesta última quarta-feira (16), o presidente lembrou que o ministro foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer, e não por ele. Ao mesmo tempo, Lula voltou a defender a atuação de Moraes em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.

Crise permanece no centro da disputa

A estratégia de Flávio ocorre em um momento em que a crise do STF passou a ocupar espaço significativo na disputa presidencial. A equipe do candidato avalia que a ausência de uma decisão definitiva sobre o caso Moraes mantém o assunto aberto para exploração eleitoral nas próximas semanas.

Ao mesmo tempo, o grupo pretende concentrar as críticas principalmente em Moraes e Dino, evitando transformar todos os ministros do Supremo em alvos da campanha. A crise institucional, portanto, passou a integrar de forma direta a comunicação eleitoral na reta final do primeiro turno.





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