A oposição no Congresso Nacional pretende intensificar, após o recesso do Carnaval, a pressão pela abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de In
A oposição no Congresso Nacional pretende intensificar, após o recesso do Carnaval, a pressão pela abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master. A avaliação predominante entre parlamentares é de que uma comissão formada por deputados e senadores teria tramitação mais célere do que uma CPI tradicional, diante da extensa fila de requerimentos pendentes nas Casas Legislativas.
Nos bastidores, líderes oposicionistas avaliam que a CPMI é hoje a alternativa mais viável para destravar a investigação, já que existem pelo menos 17 pedidos de CPI aguardando análise regimental. A estratégia é retomar o tema com força assim que o Congresso retomar plenamente suas atividades, após o período de esvaziamento típico do início do ano legislativo.
Assinaturas já garantem viabilidade da comissão
A oposição já conseguiu reunir o número mínimo de assinaturas exigidas para a criação da CPMI. Ainda no fim de 2025, o requerimento contava com o apoio de 28 senadores e 177 deputados. Em janeiro deste ano, o respaldo cresceu e passou a incluir mais da metade da Casa Alta.
O cenário, no entanto, tornou-se mais complexo com a adesão de parlamentares ligados à base do governo. Assinaram o pedido nomes como Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), além do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que também defende a apuração do caso.
Decisão depende do presidente do Senado
Para que a CPMI seja oficialmente instalada, o requerimento precisa ser lido em sessão conjunta do Congresso Nacional pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O regimento interno não estabelece prazo para que essa leitura ocorra, o que amplia a margem de manobra política sobre o tema.
O texto do pedido prevê a formação de uma comissão com 30 integrantes, sendo 15 senadores e 15 deputados, além de prazo inicial de funcionamento de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.
Caso Banco Master amplia tensão política
O caso Banco Master ganhou forte repercussão política após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central, sob suspeita de fraudes. O episódio passou a mobilizar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobretudo após a revelação de vínculos entre o banco e um escritório de advocacia pertencente à esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O contrato previa o pagamento de R$ 129 milhões em honorários e foi localizado no telefone celular do controlador do banco, Daniel Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero. O empresário foi detido pela Polícia Federal no momento em que se preparava para viajar a Dubai.


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