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Oposição fracassa em ofensiva contra STF e não reúne votos para encerrar recesso

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A tentativa da oposição de interromper o recesso parlamentar para avançar com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal v

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A tentativa da oposição de interromper o recesso parlamentar para avançar com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal voltou a esbarrar na falta de votos. Até o momento, o movimento não conseguiu formar maioria nem na Câmara dos Deputados nem no Senado, frustrando o plano anunciado com estardalhaço por lideranças oposicionistas.

Na Câmara, seriam necessários ao menos 257 deputados para sustentar a manobra. Nos bastidores, porém, apenas cerca de 120 parlamentares manifestaram apoio explícito à iniciativa, número considerado insuficiente até mesmo para abrir negociação formal com o comando da Casa. A discrepância entre discurso público e apoio real evidenciou a fragilidade da articulação.

Pressão sem comando

Embora integrantes da oposição tenham anunciado que colocariam fim ao recesso, o fato é que nenhuma sessão pode ser convocada sem o aval da presidência do Congresso ou sem o respaldo da maioria das bancadas. Sem isso, a movimentação se limita a discursos e atos simbólicos, sem efeito prático.

Mesmo com a chegada de parlamentares a Brasília nesta segunda-feira, não há autorização para sessões nem votações. No Senado, a mobilização é conduzida por Magno Malta (PL-ES). Na Câmara, o líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), aposta na pressão política para tentar virar o jogo. Segundo ele, há parlamentares que evitam se expor publicamente por receio de retaliações. A avaliação, contudo, não altera o dado central: os votos ainda não apareceram.

Repetição de um roteiro conhecido

A ofensiva lembra o movimento realizado durante o recesso de julho, quando a oposição tentou adotar a mesma estratégia, novamente sem alcançar os apoios necessários. Naquela ocasião, a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro acabou funcionando como fator de mobilização política e midiática.

Bolsonaro esteve na Câmara, fez declarações e apareceu em registros amplamente disseminados, mesmo estando submetido a medidas cautelares que restringiam sua comunicação. O episódio foi tratado como uma irregularidade pontual, mas deixou claro que a mobilização dependia mais da figura do ex-presidente do que de uma base parlamentar sólida.

Isolamento e desgaste

Sem Bolsonaro como catalisador e sem maioria mínima no Congresso, a atual investida expõe o isolamento da oposição no Legislativo. A dificuldade em transformar discurso em votos reforça a percepção de que o impeachment de ministros do STF segue distante da realidade política.

O episódio também revela um Congresso pouco disposto a comprar um confronto institucional sem respaldo amplo. Por enquanto, a ofensiva contra o Supremo permanece retórica, enquanto o recesso segue intacto e a oposição, mais uma vez, fala alto, mas anda pouco.





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