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ONU lança desafio para nomear mais de mil espécies marinhas

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A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), agência ligada ao sistema das Nações Unidas, lançou uma campanha internacional para identific

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A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), agência ligada ao sistema das Nações Unidas, lançou uma campanha internacional para identificar e descrever pelo menos mil novas espécies que vivem nas profundezas dos oceanos até 2030. A iniciativa foi destacada no Dia Internacional dos Fundos Marinhos, celebrado em 1º de novembro, e busca ampliar o conhecimento científico sobre ecossistemas ainda pouco explorados.

A secretária-geral da entidade, a brasileira Letícia Reis de Carvalho, afirmou que a proposta pretende aproximar pesquisadores, novas gerações e a sociedade da biodiversidade marinha. A campanha, chamada One Thousand Reasons (Mil Razões), também prevê a participação de instituições científicas e especialistas de diferentes países.

A iniciativa integra a Estratégia de Conhecimento Sustentável dos Fundos Marinhos, criada pela ISA para estimular pesquisas, compartilhar informações e fortalecer a proteção ambiental em regiões oceânicas que estão além das jurisdições nacionais.

Fundos marinhos são patrimônio comum da humanidade

As áreas profundas dos oceanos abrigam ecossistemas que ainda são pouco conhecidos pela ciência. Segundo a ISA, a região dos fundos marinhos alcança profundidades de aproximadamente 200 a 10 mil metros e representa uma parcela significativa do ambiente oceânico global.

A proteção desses espaços está relacionada ao princípio de que os recursos existentes em áreas internacionais devem beneficiar toda a humanidade, e não apenas interesses econômicos particulares.

Letícia Carvalho também destacou o legado do diplomata maltês Arvid Pardo, que, em discurso histórico na Assembleia Geral da ONU, em 1967, defendeu que os fundos marinhos internacionais fossem reconhecidos como patrimônio comum da humanidade.

Ciência e participação internacional

A edição de 2026 do Dia Internacional dos Fundos Marinhos colocou a pesquisa científica no centro das discussões. A identificação de novas espécies, por meio da taxonomia, é considerada fundamental para compreender o funcionamento dos ecossistemas e avaliar os impactos de possíveis atividades econômicas nessas regiões.

A campanha pretende ampliar a cooperação entre universidades, pesquisadores, organizações internacionais e comunidades costeiras. A proposta também busca facilitar o acesso a dados científicos e incentivar a formação de novos especialistas em biodiversidade marinha.

Segundo informações divulgadas pela própria ISA, duas etapas de financiamento da campanha já apoiaram 16 projetos de pesquisa taxonômica, responsáveis pela descrição de 90 novas espécies entre 2024 e 2025.

A meta de chegar a mil espécies descritas até 2030 representa um esforço internacional para ampliar o conhecimento sobre a vida nos oceanos profundos e contribuir para decisões relacionadas à conservação e ao uso sustentável dos recursos marinhos.





Fonte: Clique aqui

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