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Na Índia, Lula critica big techs e defende governança global para regular IA e plataformas digitais

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O presidente Lula da Silva (PT) voltou a defender a criação de um modelo de governança global para regular as chamadas big techs durante participaç

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O presidente Lula da Silva (PT) voltou a defender a criação de um modelo de governança global para regular as chamadas big techs durante participação em cúpula internacional realizada em Nova Délhi, na India. Em discurso, Lula fez críticas contundentes ao modelo de negócios das plataformas digitais e alertou para os riscos da inteligência artificial sem controle internacional.

Segundo o presidente, as grandes empresas de tecnologia estruturam suas operações na exploração de dados pessoais, na flexibilização do direito à privacidade e na monetização de conteúdos que estimulam polarização e radicalização política. Lula afirmou que os algoritmos deixaram de ser apenas códigos matemáticos e passaram a integrar uma estrutura de poder com impacto direto na democracia e na soberania dos países.

O evento foi organizado pelo primeiro ministro Narendra Modi e reuniu chefes de Estado e representantes do setor tecnológico. Também participaram líderes como Emmanuel Macron, Pedro Sanchez, Aleksandar Vucic, Andrej Plenkovic e Kyriakos Mitsotakis.

Durante sua fala, Lula reconheceu os avanços tecnológicos e o aumento de produtividade proporcionados pela digitalização, mas alertou para o crescimento de práticas ilegais e prejudiciais associadas ao ambiente online, como desinformação, discurso de ódio, violência contra mulheres e crianças e precarização das relações de trabalho.

A defesa da regulação internacional ocorre em paralelo ao avanço de propostas no Brasil para disciplinar a atuação das plataformas digitais. Nos últimos anos, o Congresso aprovou mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente voltadas ao ambiente digital, enquanto o Supremo Tribunal Federal atualizou a interpretação do Marco Civil da Internet, impondo regras mais rígidas para responsabilização de conteúdos ilegais.

Também está em tramitação o Marco Legal da Inteligência Artificial, além de medidas que fortalecem a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados na fiscalização das novas normas. Apesar disso, a implementação enfrenta resistência de empresas como Meta, Google, X e TikTok, que questionam pontos das regras aprovadas.

Ao defender um pacto internacional, Lula sustenta que a regulação isolada de cada país pode se mostrar insuficiente diante do alcance global das plataformas digitais. O tema deve permanecer no centro da agenda do governo brasileiro em 2026, especialmente diante do avanço da inteligência artificial e da crescente influência das redes sociais no debate político e econômico mundial.





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