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Ministro do STJ apresenta laudo de ‘impotência’ derruba acusação de importunação sexual

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A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) laudos médicos que a

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A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) laudos médicos que apontam disfunção erétil, ausência de libido e outras condições clínicas para contestar as acusações de importunação sexual feitas contra o magistrado. Segundo os advogados, a condição de saúde do ministro seria incompatível com os relatos apresentados pelas denunciantes.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, os documentos médicos anexados ao processo descrevem que Buzzi apresenta “disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo e ausência de ejaculação anterógrada”. O laudo, datado de 6 de fevereiro de 2026, afirma ainda que não há respaldo para a hipótese de uma função sexual exacerbada, diante do comprometimento da função sexual masculina.

A estratégia da defesa busca afastar uma das acusações envolvendo uma jovem de 18 anos, que afirmou que o ministro teria tentado agarrá-la três vezes durante férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Buzzi também responde a outra denúncia apresentada por uma ex-funcionária terceirizada que trabalhou em seu gabinete.

Os laudos médicos mencionam ainda que o magistrado passou por cirurgia de próstata, além de apresentar histórico de diabetes, hipertensão arterial e uso contínuo de medicamentos. Para os advogados, esse conjunto de fatores reforça a tese de que os relatos das acusações não seriam compatíveis com a condição clínica do ministro.

Paralelamente às investigações, a Polícia Federal também apura o envio de mensagens a integrantes do STJ sobre o caso. Conforme revelou a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, ministros da Corte suspeitam que a iniciativa tenha buscado influenciar ou tumultuar o julgamento administrativo que decidirá o futuro de Marco Buzzi no tribunal, previsto para agosto.

A mensagem encaminhada aos ministros mencionava uma suposta “reviravolta” no caso e afirmava que uma das denunciantes teria dito que “não houve nada” e que o magistrado sempre foi respeitoso. Nos bastidores, porém, pessoas que acompanham a investigação afirmam que as duas denunciantes mantêm integralmente seus depoimentos e não recuaram das acusações.

Segundo a apuração, a defesa também procurou uma terceira mulher citada em um dos depoimentos. Ela afirmou não ter conhecimento dos episódios narrados pelas denunciantes.

Desde que o caso veio a público, Marco Buzzi nega qualquer irregularidade. Em nota, o ministro afirmou ter sido surpreendido pelas acusações divulgadas e declarou que elas “não correspondem aos fatos”, acrescentando que repudia qualquer insinuação de conduta imprópria.

Ainda de acordo com informações de bastidores publicadas por Malu Gaspar, alguns ministros do STJ aconselharam Buzzi a antecipar sua aposentadoria para reduzir os desgastes provocados pelo caso. Até o momento, entretanto, o magistrado não sinalizou que pretende deixar a Corte antes da conclusão dos procedimentos.





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