O presidente Lula da Silva (PT) viajou neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organizaç
O presidente Lula da Silva (PT) viajou neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A passagem pela cidade será rápida, com retorno previsto para terça-feira, após o tradicional discurso de abertura do evento.
A presença de Donald Trump na Assembleia alimenta a expectativa de um possível encontro informal entre os dois presidentes. Não há, contudo, reunião bilateral oficialmente agendada. Pela programação tradicional, Lula discursará primeiro, seguido pelo presidente americano, o que pode favorecer um contato nos bastidores do plenário.
A viagem ocorre em um momento de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Entre os principais pontos de atrito estão as medidas comerciais adotadas por Washington, as restrições de vistos e as críticas do governo americano à atuação brasileira no combate ao crime organizado. O governo Trump também classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Agenda reduzida e discurso na ONU
Segundo informações divulgadas pelo Estadão e pela Agência Brasil, a comitiva presidencial foi reduzida em relação a anos anteriores. A decisão ocorre em meio à proximidade das eleições brasileiras e à preocupação do governo com os efeitos políticos e diplomáticos da viagem.
Apesar da agenda mais enxuta, Lula deverá defender o multilateralismo, a soberania nacional, a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a não interferência externa nos assuntos internos dos países. O combate à fome, à pobreza e a busca por soluções negociadas para conflitos internacionais também devem integrar o pronunciamento.
O discurso ainda passava por ajustes antes da apresentação. A expectativa é de que o presidente adote uma linguagem diplomática, sem citar diretamente Trump ou os Estados Unidos, mas com referências a temas que estão no centro das divergências entre os dois governos.
Reflexos no cenário eleitoral
A viagem ocorre às vésperas das eleições presidenciais e em meio à disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ambiente eleitoral amplia a atenção sobre a agenda internacional do presidente, especialmente diante da possibilidade de uma nova interação com Trump.
Além do compromisso na ONU, Lula tem encontros previstos com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, o senador americano Bernie Sanders e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.


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