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Lula quer indicar novo ministro do STF mesmo se perder eleição para Flávio Bolsonaro

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A possibilidade de derrota de Lula da Silva (PT) para Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial não encerra, nos bastidores do Supremo Tribunal

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A possibilidade de derrota de Lula da Silva (PT) para Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial não encerra, nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), a expectativa de que o atual presidente indique um novo ministro para a Corte. Integrantes de uma ala próxima aos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes defendem que Lula faça a escolha mesmo se perder a disputa, aproveitando os últimos três meses de seu mandato para preencher a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso.

A avaliação desse grupo é que uma nova indicação poderia influenciar o equilíbrio interno do STF em meio à pressão de setores políticos por mudanças na Corte e à discussão sobre possíveis processos de impeachment contra ministros. A escolha, porém, depende de Lula e precisará passar pela aprovação do Senado.

Rodrigo Pacheco continua cotado

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), segue entre os nomes apontados nos bastidores para ocupar a vaga. Sua indicação, contudo, não está oficializada.

A movimentação ocorre em um cenário de tensão entre o Supremo e setores da direita, que defendem mudanças nas regras para a tramitação de pedidos de impeachment de ministros. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, tem defendido alterações regimentais para que pedidos apoiados por 49 senadores possam avançar independentemente da decisão do presidente do Senado.

Marinho se reuniu recentemente com o presidente do STF, Edson Fachin, e afirmou que não existe intenção de vingança contra magistrados, mas que o Senado não deve se omitir diante de eventuais crimes de responsabilidade.

Indicação dependerá do Senado

O PL terá uma bancada de 28 senadores a partir de fevereiro de 2027, ampliando sua influência nas discussões sobre o futuro da Corte. Apesar disso, o tamanho da bancada, isoladamente, não garante a aprovação de uma indicação nem a destituição de ministros, que depende de procedimentos constitucionais específicos.

Nos bastidores, duas possibilidades são discutidas para uma eventual relação entre um governo Flávio Bolsonaro e o STF: uma negociação institucional entre os Poderes ou a saída de Alexandre de Moraes antes de eventual avanço de um processo de impeachment. São cenários especulativos, sem decisão confirmada.

A definição sobre a vaga de Barroso poderá, portanto, se tornar um dos últimos movimentos relevantes de Lula no comando do Executivo caso ele perca a eleição.





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