A disputa entre o presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou na reta final em cenário de forte equilíbrio. Pesquisas
A disputa entre o presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou na reta final em cenário de forte equilíbrio. Pesquisas recentes mostram os dois tecnicamente empatados no segundo turno, aumentando a pressão sobre as campanhas e reduzindo as chances de uma vitória antecipada do atual presidente.
Na pesquisa BTG/Nexus, divulgada em 8 de setembro, Flávio apareceu numericamente à frente pela primeira vez, com 46% contra 45% de Lula, embora dentro da margem de erro de dois pontos. O levantamento ouviu 2.002 eleitores e está registrado no TSE sob o código BR-06790/2026.
Já o Datafolha, divulgado na sexta-feira (11), mostrou Lula com 46% e Flávio com 44% em um eventual segundo turno, também em empate técnico. No primeiro turno, o presidente aparece com 39%, contra 35% do senador. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 10 de setembro e está registrada sob o código BR-01833/2026.
Crise no STF entra no centro da campanha
O avanço de Flávio ocorre em meio à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e às investigações relacionadas ao Banco Master. O senador tem explorado o desgaste da Corte e intensificado os ataques a Alexandre de Moraes, procurando associar o ministro ao presidente.
Lula, por outro lado, passou a defender a divulgação das investigações do caso Master e a apuração de todos os envolvidos. A estratégia busca evitar que a crise institucional contamine sua campanha e, ao mesmo tempo, responder à ofensiva do adversário.
A segurança pública também ganhou espaço na propaganda eleitoral. Flávio tem usado o combate ao crime organizado como uma das principais bandeiras, enquanto a campanha petista passou a responder aos ataques e defender maior participação do governo federal na área.
Eleição segue indefinida
Apesar da vantagem numérica de Flávio em um dos levantamentos, os dados mais recentes apontam para uma eleição aberta. O Datafolha mostra Lula à frente, enquanto BTG/Nexus registra Flávio numericamente na liderança, ambos dentro da margem de erro.


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