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Lula admite erros do PT e diz que brigas internas destruíram o partido

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Durante discurso no evento que marcou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores, o presidente Lula da Silva (PT) fez uma rara autocrítica pública à t

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Durante discurso no evento que marcou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores, o presidente Lula da Silva (PT) fez uma rara autocrítica pública à trajetória recente da sigla e afirmou que disputas internas foram decisivas para o enfraquecimento do partido na Grande São Paulo, reduto histórico do petismo.

Diante da militância, Lula defendeu que o PT precisa parar, refletir e reconhecer erros políticos acumulados ao longo dos últimos anos, sobretudo em regiões onde o partido já exerceu forte hegemonia administrativa e eleitoral.

PT perdeu espaço onde já foi dominante

Lula lembrou que o PT chegou a governar cidades estratégicas da Região Metropolitana de São Paulo e do interior paulista, como Osasco, Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Campinas e Piracicaba. Segundo ele, a perda desse espaço não foi obra exclusiva dos adversários.

Para o presidente, houve falhas internas graves que precisam ser identificadas e corrigidas. Ele citou diretamente o caso de Santo André, município que já foi símbolo da organização partidária petista e hoje não está mais sob controle da legenda.

Na avaliação de Lula, a fragmentação interna e a disputa entre grupos acabaram minando a força política local e afastando o partido da base social que o sustentava.

Partido precisa ser maior que Lula

Aos 80 anos, Lula também chamou atenção para a necessidade de o PT se fortalecer institucionalmente e não depender exclusivamente de sua liderança. Em tom direto, afirmou que ele é uma pessoa física, enquanto o partido é uma pessoa jurídica que precisa sobreviver independentemente de figuras individuais.

O presidente destacou viver um dos melhores momentos de sua vida pessoal e política, mas alertou que isso não pode ser confundido com garantia de futuro para a sigla. Segundo ele, sem reflexão e reorganização interna, o PT corre o risco de repetir erros do passado.

Eleição será decidida pela narrativa

No mesmo discurso, Lula voltou a afirmar que a próxima eleição será marcada pela comparação entre seu governo e o de Jair Bolsonaro, mas fez um alerta estratégico à militância. Para ele, resultados administrativos, por melhores que sejam, não asseguram vitória automática nas urnas.

O presidente afirmou que derrotas eleitorais ocorrem, muitas vezes, por falhas internas de mobilização, discurso e estratégia política. Na visão de Lula, o fator decisivo será a capacidade do PT de construir uma narrativa convincente, capaz de dialogar com a sociedade além dos números e feitos de governo.

Ao encerrar a fala, Lula deixou claro que o maior adversário do partido não está necessariamente fora, mas dentro de suas próprias estruturas, na incapacidade de reconhecer erros, superar disputas internas e reconectar o PT com sua base histórica.





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