O líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (15) que o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), conde
O líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (15) que o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal e atualmente fora do país, avalia a possibilidade de renunciar ao mandato caso consiga asilo político nos Estados Unidos.
Segundo Sóstenes, a conversa com Ramagem ocorreu recentemente e a eventual renúncia seria considerada apenas no próximo ano, como parte da estratégia diante do cenário jurídico enfrentado pelo parlamentar. Ramagem está nos Estados Unidos desde setembro, período em que o STF concluiu o julgamento do núcleo central da tentativa de golpe de Estado, resultando em condenação a 16 anos de prisão.
Pressão contra pauta de cassação
Além de tratar da situação de Ramagem, o líder do PL anunciou que vai solicitar ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que a cassação do mandato não seja pautada nesta semana. A previsão atual é de que o processo seja analisado diretamente no plenário na quarta-feira (17), sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça.
Para Sóstenes, a condução do caso fere o rito tradicional da Casa. Ele afirmou que causa estranheza a tentativa de acelerar a cassação sem a análise prévia da CCJ, etapa que costuma balizar decisões dessa natureza no Legislativo.
Decisão do STF e reação política
Em novembro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a cassação do mandato de Ramagem, decisão que impulsionou o movimento interno na Câmara para levar o caso ao plenário. A reação do PL, no entanto, evidencia o desconforto da bancada com a condução do processo e amplia o embate entre o Judiciário e o Legislativo.
A possibilidade de renúncia, condicionada à concessão de asilo nos Estados Unidos, adiciona um novo elemento político ao caso e reforça a estratégia do partido de ganhar tempo e evitar uma decisão imediata da Câmara. Nos bastidores, o episódio é visto como mais um capítulo da tensão institucional envolvendo os desdobramentos dos julgamentos relacionados aos atos de 2022.


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