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Jerônimo reúne base governista em meio a ruídos e clima de desânimo após saída de Coronel do PSD

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reuniu na tarde desta quinta-feira (5) presidentes de partidos e lideranças da base governista em u

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reuniu na tarde desta quinta-feira (5) presidentes de partidos e lideranças da base governista em um encontro tratado, nos bastidores, como uma tentativa de estancar ruídos políticos e evitar fissuras mais profundas na coalizão que sustenta sua gestão.

A reunião contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), do senador Otto Alencar (PSD) e dirigentes de siglas aliadas. O encontro ocorre após a saída do senador Angelo Coronel (ex-PSD) e de seus filhos do partido, movimento que alimentou especulações sobre uma possível migração do grupo para a oposição.

Clima frio e semblantes fechados

Apesar do discurso oficial de unidade, o ambiente da reunião foi descrito por interlocutores como tenso e marcado por semblantes de desânimo entre algumas lideranças partidárias. Um dos exemplos citados foi o deputado federal Félix Júnior (PDT), presidente estadual do PDT, que participou do encontro com postura discreta e expressão pouco entusiasmada.

Félix Júnior é ex-aliado de ACM Neto (União Brasil), hoje líder em todas as pesquisas para o governo da Bahia em outubro, e sua presença no encontro foi vista como simbólica do desconforto de parte da base, especialmente entre partidos que ainda avaliam seus caminhos no tabuleiro eleitoral.

Nos bastidores, dirigentes admitem que a relação com setores do PDT segue atravessada e que o avanço da oposição nas pesquisas amplia o grau de incerteza entre aliados do Palácio de Ondina.

Movimento preventivo

Aliados do governo avaliam que a reunião teve caráter preventivo, diante do temor de que a saída de Coronel pudesse gerar um efeito cascata e acelerar um processo de fragmentação da base. O objetivo central teria sido esfriar leituras de crise e reforçar a ideia de que o grupo permanece coeso.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Metrópole, Jerônimo buscou afastar qualquer sinal de rompimento interno. “O grupo não vai se destraçalhar, não vai. Nós não vamos permitir isso”, afirmou, em tom firme.

Sem decisões e com adiamento político

O governador também deixou claro que o encontro não teve caráter deliberativo e que decisões estratégicas ficaram para um momento posterior. “Hoje não é decisão de chave, é uma conversa preliminar. Nós estamos chegando ao mês de março, aí sim nós vamos apresentar, dialogar, ouvir”, disse.

Após a reunião, Jerônimo usou as redes sociais para reforçar o discurso de unidade. “Tarde de diálogo, escuta e construção coletiva. Me reuni hoje com os presidentes dos partidos da nossa base e lideranças para alinhar o trabalho pelo nosso estado”, escreveu. “É com união, espírito democrático e parceria que fortalecemos nossos laços para seguir cuidando do povo baiano”, completou.

Nos bastidores, porém, a avaliação é menos otimista: o governo acendeu o sinal de alerta, mas o clima de desânimo exibido por parte das lideranças conforme foto acima, indica que o desafio de manter a base unida até as eleições será maior do que o discurso público sugere.





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