O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, reagiu nesta sexta-feira (25) às acusações atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que teri
O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, reagiu nesta sexta-feira (25) às acusações atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que teria relatado supostos pagamentos mensais ao parlamentar relacionados à operação do cartão de crédito consignado Credcesta, na Bahia. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Wagner classificou as declarações como “falsas e oportunistas” e afirmou que seu nome estaria sendo utilizado para interferir na disputa eleitoral.
“Mais uma vez estão tentando envolver o meu nome com o escândalo do Banco Master. São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições”, afirmou o senador. Segundo ele, também houve acusações durante a eleição de 2018 que, posteriormente, não resultaram em comprovação de sua participação em irregularidades.
A relação de Wagner com o caso Master já vinha sendo investigada pela Polícia Federal. Em junho, o senador foi alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, que apura negócios e suspeitas envolvendo o banco. A PF também identificou um pagamento de R$ 3,5 milhões de uma empresa ligada a Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, a uma empresa relacionada ao núcleo familiar do senador. Wagner nega ter recebido recursos do Master e afirma não possuir negócios com a instituição.
As investigações também alcançaram Eduardo Sodré, enteado do senador e secretário de Meio Ambiente da Bahia. Segundo a PF, ele teria participado de cobranças relacionadas a pagamentos envolvendo Augusto Lima. A Folha informou ainda que uma empresa ligada à esposa de Sodré recebeu R$ 3,5 milhões de uma companhia relacionada ao Credcesta.
Em sua manifestação, Wagner voltou a negar qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro. O senador também afirmou que sua atuação no Congresso não teria favorecido os interesses do Banco Master. Ele citou a assinatura para criação da CPI do Master, propostas relacionadas à redução de juros e seu voto contrário ao aumento do limite do Fundo Garantidor de Créditos.
O histórico do Credcesta, porém, é um dos principais pontos de conexão entre o caso Master e a política baiana. A operação foi estruturada a partir da privatização da Empresa Baiana de Alimentos, a Ebal, e posteriormente passou a ser explorada pelo grupo que se associou ao Banco Master. Em 2018, quando Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico, o governo estadual conduziu o processo de venda da estatal por R$ 15 milhões.
A proposta de delação atribuída a Vorcaro foi rejeitada pelas autoridades, segundo reportagens publicadas anteriormente. O conteúdo divulgado pela imprensa, portanto, corresponde a alegações feitas pelo ex-banqueiro e não a fatos comprovados judicialmente. O próprio Wagner sustenta que as acusações são falsas e que não manteve relação com Vorcaro.
Na reta final da campanha, o senador afirmou que pretende continuar percorrendo a Bahia e declarou confiança na sua reeleição. “A verdade sempre vence”, disse Wagner, ao defender sua atuação política e rebater as acusações relacionadas ao Banco Master.


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